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Roda de conversa sobre cuidados marca o Setembro Amarelo na Alepi

Evento foi realizado às 9h desta quarta-feira (16), no Plenarinho Deputado Prado Júnior

Roda de conversa sobre cuidados marca o Setembro Amarelo na Alepi
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A importância de ouvir, acolher e respeitar o sofrimento do outro foi o ponto central de roda de conversa realizada pela Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), nesta quarta-feira (16), dentro da programação do Setembro Amarelo. O encontro ocorreu às 9h da manhã no Plenarinho Deputado Prado Júnior e reuniu servidores para uma conversa sobre saúde emocional e prevenção ao suicídio.

Com o tema “Cuidar de si e do outro também é uma forma de valorizar a vida”, a atividade contou com a participação da psicóloga Marcelle Formiga, da voluntária do Centro de Valorização da Vida (CVV), Maria Zélia Soares Feitosa, e da psicóloga do Bem-Estar Alepi, Fátima Araújo.

Na abertura da conversa, Marcelle chamou atenção para palavras que parecem simples, mas que podem mudar a maneira como as pessoas se relacionam com alguém que está passando por um momento difícil: escutar, permanecer, ouvir e motivar. “Eu acho que esse é um daqueles temas óbvios, mas que, quando a gente entende um pouquinho mais e faz uma reflexão, traz uma grande contribuição para a atitude no dia-a-dia”, afirmou.

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Ao falar sobre o suicídio, a psicóloga destacou que não se trata de uma situação que possa ser explicada por uma única causa. Segundo ela, são diferentes circunstâncias que podem se juntar e produzir uma rede complexa de sofrimento. “Absolutamente nunca é uma causa só. É um conjunto de situações. Alguns podem enxergar e tentar impedir; outros não conseguem enxergar. O que eu posso assegurar para vocês é que é uma rede tão complexa que é bom que a gente tenha ousadia de não tentar classificar: ‘foi por isso que aconteceu", explicou.

Para Marcelle, compreender essa complexidade também ajuda a evitar julgamentos e respostas prontas. Ela contou que, ao longo de quase 30 anos acompanhando pessoas, já vivenciou situações em que, mesmo com acompanhamento e intervenção profissional, o desfecho não foi o esperado.

“Por mais que a gente ame, por mais que consiga fazer alguma coisa em determinado aspecto, muitas vezes nos resta a impotência. E diante dessa impotência a gente fica tentado a fazer alguma coisa, porque a gente não aceita”, relatou. É justamente nesses momentos que, segundo ela, muitas pessoas acabam recorrendo a frases prontas, contando histórias de outras pessoas ou tentando oferecer uma resposta imediata para quem está sofrendo. A orientação, porém, é outra: primeiro, ouvir. “Nem todo mundo quer resposta e nem toda dor, naquele momento, precisa de uma. O que é importante? O que precisa? A primeira coisa é abrir um espaço para que a pessoa possa falar”, disse.

Marcelle explicou que escutar alguém não significa assumir a responsabilidade de resolver o problema apresentado. O acolhimento, nesse momento, passa, principalmente, por estar disponível e evitar julgamentos. “Ela não está entregando o problema para vocês no correio. Só fica pesado quando quem está escutando pega o problema e acha que precisa resolver. Não. A gente não vai resolver aqui. É escutar com respeito, sem julgar.”

A escuta também foi o ponto central da fala de Maria Zélia Soares Feitosa, voluntária do CVV. Ela apresentou aos servidores o trabalho realizado pela instituição e explicou como funciona o atendimento. Segundo ela, o serviço procura oferecer um espaço no qual a pessoa possa falar sem a preocupação de ser identificada ou julgada. “A gente não pergunta o nome, não pergunta o endereço, não pergunta de onde está falando. É É simplesmente baseado no acolhimento e na escuta. E o que a gente faz na escuta? Ouvir a outra pessoa”, explicou.

O CVV atende gratuitamente pelo telefone 188, todos os dias. Também estão disponíveis atendimento por chat e e-mail, acessados pelo site da instituição. 

A roda de conversa faz parte das ações desenvolvidas pela Diretoria de Ação Social e Cultural da Alepi durante o Setembro Amarelo. Marcelle Formiga também pontuou que períodos de clima intenso, seja para o frio ou para o calor, como é o caso do B-R-O Bró, aumentam as crises de ansiedade e estresse, tornando o período ainda mais interessante para essas discussões.

Fonte/Créditos: Alepi

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