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Em um dia cinza, que amanheceu com nuvens carregadas no céu e começou com a ameaça às instituições e à democracia de uma nação soberana e independente - maquinada pela cabeça doente e assinada pelas mãos sujas de um milionário pervertido, que usa verba publica para pagar programa sexual com prostituta - o Brasil, ainda assutado com o desequilíbrio de um descompensado demente, com os rompantes do yanque cor de cheddar, vai dormir um pouco mais feliz.
Finalmente temos uma mulher negra na Academia Brasileira de Letras. Foram 128 anos na fila. A espera acabou nesta quinta-feira (10) histórica. A escritora Ana Maria Gonçalves foi eleita para a cadeira nº 33 da Academia Brasileira de Letras (ABL). aberta com a morte do gramático, professor e filólogo Evanildo Bechara, em 22 de maio, aos 97 anos.
Ana maria obteve 30 dos 31 votos dos imortais da ABL. Também estavam inscritos como candidatos à vaga Eliane Potiguara, Ruy da Penha Lobo, Wander Lourenço de Oliveira, José Antônio Spencer Hartmann Júnior, Remilson Soares Candeia, João Calazans Filho, Célia Prado, Denilson Marques da Silva, Gilmar Cardoso, Roberto Numeriano, Aurea Domenech e Martinho Ramalho de Melo
Um dez feito de cor
Aos 55 anos, Ana ficou consagrada pela obra Um Defeito de Cor, que conta a história de Kehinde, uma mulher africana que atravessa o século 19 em busca de reencontrar o filho. O texto se debruça com profundidade sobre temas como escravidão, racismo, ancestralidade e resistência. É o vencedor do Prêmio Casa de Las Américas (2007) e eleito como melhor livro de literatura brasileira do século 21 por um júri da Folha de S. Paulo. O livro inspirou o samba-enredo da Escola de Samba Portela, no carnaval de Rio de Janeiro, no ano passado. O samba levou Nota 10!

Fonte/Créditos: PAULO PINCEL
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