A coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente (Caoma), promotora de Justiça Áurea Madruga, participou, nessa quinta-feira (23), da atividade de queima prescrita realizada no Parque Nacional de Sete Cidades, em Piracuruca, representando o Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI).

A queima prescrita é uma técnica de manejo do fogo executada por profissionais capacitados e sob condições controladas de clima, umidade e vento. O procedimento é utilizado para reduzir o excesso de vegetação seca, renovar pastagens nativas e criar faixas de contenção ao redor de áreas protegidas, entre outras finalidades.

A atividade integrou o projeto de pesquisa “Manejo do fogo para efetiva conservação da biodiversidade das savanas brasileiras sob condições climáticas atuais e futuras”, que busca avaliar os efeitos das queimas controladas sobre a biodiversidade do Cerrado em diferentes estações e contextos ambientais. O estudo também analisa a vulnerabilidade desse ecossistema às mudanças climáticas e investiga de que forma o manejo do fogo pode contribuir para mitigar a perda da biodiversidade.

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Promovida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a programação incluiu atividades teóricas e práticas voltadas ao manejo integrado do fogo e à conservação ambiental.

O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pela Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos. A coordenação é realizada pela professora doutora Natashi Pilon, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e pela professora doutora Carla Staver, da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos.

A iniciativa busca ampliar o conhecimento científico sobre o uso do fogo como ferramenta de manejo, contribuindo para a conservação da biodiversidade das savanas brasileiras diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.