Em geral, em grupos sociais tradicionais, quando um nativo, em prol de interesses escusos e contrários ao bem-estar do coletivo instiga os indivíduos estrangeiros a atacarem ou destruírem o grupo a que pertence, ele, para servir de exemplo aos demais nativos, é julgado, excluído ou colocado no ostracismo, e até mesmo morto.
Já em muitas sociedades modernas, a traição à pátria ou o golpe de Estado não são, legalmente, tolerados, e os perpetradores são tratados como criminosos, traidores e dignos de profundo repúdio social. Os crimes de lesa-pátria podem ser próprios, no sentido de que o sujeito ativo é necessariamente um funcionário público, na dicção do artigo 327 do Código Penal.
Na segunda-feira (06/07), o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e alguns apoiadores perniciosos protagonizaram uma cena de cinismo político e de subserviência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo para não sobretaxar o Brasil ou, pasmem, para substituir as tarifas comerciais por sanções individuais.
Ora, o cinismo (ou engodo) político de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e de seus apoiadores próximos está no fato de tentarem criar um cenário eleitoral favorável, por meio de um falso discurso de patriota, para enganar a população brasileira. Pois, foi a extrema-direita do Brasil que instigou os americanos a sobretaxar o país, prejudicando as relações comerciais de exportação e a economia local.
Além disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) já reconheceu que Eduardo Bolsonaro utilizou, e continua utilizando, os seus contatos políticos com o governo dos Estados Unidos para articular sanções e retaliações econômicas contra o Brasil. Ou seja, conspirando contra o país e a sociedade brasileira por apego ao poder político.
Segundo a PGR, o objetivo do clã bolsonarista junto à extrema-direita americana seria, e continua sendo, coagir as autoridades brasileiras e interferir no julgamento em que o ex-presidente Jair Bolsonaro já foi condenado pela trama golpista. Por isso, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de coação no curso do processo.
Assim, a ida oportunista ao Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) não foi para defender a soberania nacional nem os empresários nem muito menos o povo brasileiro, mas, colocar em prática uma manobra antipatriota de cunho político, cujas ações buscam, intencionalmente, o apoio do dos Estados Unidos, através de Donald Trump, para interferir no processo eleitoral do Brasil.
Ou seja, os sabotadores da nação não foram participar de uma audiência pública sobre políticas e práticas do Brasil, sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA de 1974, para resistir à investida imperialista de Donald Trump, mas, tão-somente entregar a soberania da nação através da promessa velada de uma política externa subalterna aos interesses dos Estados Unidos, no caso de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vir a ser eleito presidente do Brasil.
Ora, se o clã bolsonarista já tentou um golpe de Estado e está, intencionalmente, agindo de modo servil aos americanos contra os interesses da sociedade brasileira, imagine se Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vir a ser eleito presidente do Brasil. Isso seria uma tragédia política com consequências econômicas e sociais inimagináveis. Pois, a Lei de Comércio dos EUA será usada pelo governo americano para definir e punir as práticas comerciais brasileiras, que considerar prejudiciais aos interesses das empresas americanas.
Assim, além de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e os seus apoiadores danosos não defenderem os interesses comerciais do Brasil, o desenvolvimento da sociedade brasileira e não conhecerem a realidade do país, optaram por sabotar a nação, por meio de articulações escusas com objetivo, unicamente, eleitoreiro, contra o governo do presidente Lula.
Portanto, a extrema-direita do Brasil não tem uma preocupação socioeconômica com o desenvolvimento do país, as riquezas da nação e o bem-estar do povo brasileiro, e, sim, usar, politicamente, a consulta pública americana para uma articulação entreguista. Isto é, por apego ao poder político, incentiva os USA a sobretaxar as exportações, a intervir nas instituições democráticas, contra as empresas brasileiras, a sociedade e a soberania nacional.
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