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Cuidado: as BET$ matam e quem faz a propaganda não joga!

O vício em apostas virtuais - os jogos on line, as Bets - já atinge 12,8 milhões de brasileiros

Cuidado: as BET$ matam e quem faz a propaganda não joga!
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Cuidado: apostar em bet pode te matar! Não sabia? Estudos revelam que o vício em apostas virtuais - os jogos on line, as Bets - já atinge 12,8 milhões de brasileiros em risco de perdas patrimoniais irreversíveis e sérios danos à saúde mental. Estudos revelam um custo social brutal de R$ 38 bilhões anuais, sendo R$ 30 bilhões relacionados diretamente a impactos psicológicos.

Existem várias propostas tramitando no Congresso - Senado e Câmara - tratando desse "problema social" que é a aposta compulsiva. Uma dessas proposições é o PL 1808/2026, protocolado pelo líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (PT-SC), que ressalta a necessidade de conter os impactos sociais e econômicos do setor, levando em consideração a saúde mental da população e a estabilidade financeira das famílias brasileiras.

“A proteção da sociedade brasileira, da economia popular e da dignidade material das famílias exige a proibição das bets no Brasil”, afirma o parlamentar na justificativa do projeto.

Na prática, o projeto estabelece a proibição da exploração, operação, oferta, divulgação, publicidade, intermediação e processamento de transações relacionadas a apostas de quota fixa — o sistema onde o apostador sabe exatamente quanto ganhará no momento da aposta— , tanto em meios físicos quanto digitais.

O texto revoga dispositivos das Leis nº 13.756/2018 e nº 14.790/2023, que estruturaram o marco legal das apostas esportivas e jogos on-line no país. A proposta também proíbe qualquer forma de publicidade, patrocínio ou marketing de influência relacionado às bets, abrangendo clubes esportivos, ligas e influenciadores digitais.

Fiscalização permanente

Para garantir a efetividade da proibição, o projeto prevê mecanismos rígidos de fiscalização. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em parceria com as autoridades federais, deverá adotar medidas técnicas para bloquear sites e aplicativos ligados às apostas ilegais, incluindo domínios, IPs e resultados em mecanismos de busca.

Além disso, de acordo com o texto do projeto, instituições financeiras e de pagamento vão precisar implementar procedimentos permanentes para identificar e bloquear transações associadas às apostas, incluindo depósitos, saques e transferências internacionais.

Punições e responsabilização

A proposta estabelece sanções administrativas severas para quem descumprir as regras, com multas que variam de R$50 mil a R$2 bilhões, conforme a gravidade da infração e a capacidade econômica do infrator. Empresas também podem ter licenças cassadas e ficar impedidas de estabelecer contratos com o poder público por até dez anos.

Na esfera penal, o projeto tipifica a administração de sistemas de apostas como crime, com pena de reclusão de quatro a oito anos. A publicidade e a intermediação financeira dessas atividades também passam a ser consideradas crimes específicos, com penas que podem chegar a seis anos de prisão.

Fonte/Créditos: PT.org.br

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