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Coletiva expõe a crise financeira no Hospital São Marcos

O hospital suspendeu o atendimento a novos pacientes com câncer

Coletiva expõe a crise financeira no Hospital São Marcos
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A direção do Hospital São Marcos convocou uma entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (6) para expor a situação financeira da instituição que há 73 anos atende a pacientes com câncer em Teresina. O  diretor técnico do Hospital São Marcos, Marcelo Martins, apresentou aos jornalistas documentos e balancetes que comprovariam a necessidade de um aporte extra superior a R$ 4 milhões mensais para voltar a atender pacientes oncológicos.

Nada de concreto

“Estamos há anos nessa luta e não recebemos nada de concreto (para resolver a situação). Não existe hospital no país, que presta serviço no nível que o São Marcos em qualidade e quantidade que tenha a mesma forma de remuneração. Somos Centro de Alta Complexidade em Oncologia e tratamos todos os tipos de câncer. Estão aparecendo novas unidades no Piauí, ainda bem", destacou. 




Má gestão


Sobre a denúncias de má gestão no HSM, o diretor reagiu: “é uma acusação leviana e irresponsável. Não existe nenhuma distorção, nosso problema não é de gestão, mas de custeios”, rebateu Marcelo Martins. "O problema do Hospital São Marcos não é de gestão, mas de recursos. O hospital recebe menos que o resto do país. O problema é o subfinanciamento, excesso de custos. Preservar o hospital São Marcos não é preservar a diretoria, os prédios, é preservar a saúde pública do estado. Os gestores públicos têm obrigação constitucional de prestar assistência médica a população”, defendeu o médico.

Sesapi

A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) esclarece que, conforme a pactuação vigente do Sistema Único de Saúde (SUS), o município de Teresina é o responsável pela gestão e pelo financiamento dos serviços de oncologia ofertados na capital para todos os pacientes do estado, recebendo, para isso, os respectivos repasses financeiros do Ministério da Saúde, em razão de sua condição de gestão plena do SUS. Ainda assim, o Governo do Estado, por meio da Sesapi, realiza repasses regulares ao Hospital São Marcos de maneira complementar, contribuindo para a manutenção dos serviços prestados à população.

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A Sesapi ressalta, ainda, que o Governo do Estado do Piauí vem realizando investimentos estratégicos para ampliar e descentralizar a assistência oncológica, garantindo maior acesso da população aos serviços especializados em diferentes regiões do estado, como a implantação do serviço de oncologia no Hospital Getúlio Vargas (HGV), situado na capital. 

Entre as ações já concretizadas está a implantação da Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) no Hospital Getúlio Vargas (HGV), em Teresina. Além disso, outras unidades encontram-se em fase de implantação no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), em Parnaíba, no Hospital Regional Tibério Nunes, em Floriano, e no novo Hospital Regional de Picos,  previstas de finalização ainda neste segundo semestre de 2026.

 

FMS

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) informa que aporta mensalmente R$ 3,5 milhões para garantir a continuidade dos serviços de oncologia contratualizados com o Hospital São Marcos, reconhecendo a relevância desse atendimento para pacientes de Teresina e de diversos municípios do Piauí. Assim, o Município de Teresina assume mais de 60% do financiamento.

O custeio mensal destinado ao hospital é de R$ 6.250.977,67, sendo que a União contribui com R$ 1.589.158,02 e o Estado do Piauí com R$ 900.000,00. A oncologia é um serviço de alta complexidade, cujo financiamento deve ser compartilhado entre os entes federativos. A maioria dos pacientes atendidos vem do interior do estado, reforçando a necessidade de maior participação do Governo do Estado e da União.

Diante da crescente demanda, é fundamental que o Ministério da Saúde incremente o Teto MAC (Média e Alta Complexidade) de Teresina e institua incentivo específico para a oncologia, como já ocorre em outros estados. Também é necessário que o Estado do Piauí amplie sua contribuição para fortalecer a assistência oncológica.

A FMS informa ainda que está adotando medidas administrativas e judiciais, por meio da Procuradoria, junto ao Ministério Público Estadual e Federal, para assegurar a continuidade dos serviços e a manutenção da assistência aos pacientes.

Fonte/Créditos: Paulo Pincel

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Paulo Pincel

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Paulo Pincel

Jornalista, criador de conteúdo

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