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Quarta-feira, 28 de Outubro 2026
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Setut quer mais R$ 4 milhões/mês de subsídio para sistema de transporte coletivo de Teresina

Setut já recebe R$ 6 milhões e arrecada R$ 4 milhões nas catracas

Setut quer mais R$ 4 milhões/mês de subsídio para sistema de transporte coletivo de Teresina
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O presidente do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI), conselheiro Kennedy Barros, presidiu uma reunião com vereadores, e representantes do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut), na manhã desta sexta-feira (10), para discutir a situação do transporte coletivo de Teresina. A Prefeitura de Teresina não estava presente.

O vereador João Pereira (PT), que propôs a reunião, defendeu que a Prefeitura atualize o plano de transporte público e use os estudos do Tribunal como base para a reformulação do sistema de transporte público urbano de Teresina. "O plano de transporte público precisa sair do papel. Nós temos que reunir Prefeitura, Câmara, Setut e Tribunal para construir uma solução definitiva para um problema que já se arrasta há décadas", afirmou.

Kennedy Barros destacou os resultados da auditoria elaborada pelo TCE-PI sobre o transporte público da capital, que está sendo atualizada pelos técnicos do Tribunal e que serviu para o fundamentar o debate sobre os problemas e as alternativas para reequilibrar financeiramente o sistema e melhorar a  qualidade da prestação do serviço aos usuários de ônibus.





"O reajuste da tarifa não é o caminho ideal porque penaliza a população mais pobre. A auditoria mostra tecnicamente que não existe serviço de qualidade quando os custos do sistema não são cobertos", admitiu Kennedy Barros. "O papel do Tribunal é apresentar dados técnicos e acompanhar a política pública para que a gestão tenha elementos para tomar decisões".

A advogada do Setut, Nayara Moraes, adiantou os dados atuais do sistema. "A catraca hoje está rendendo em torno de R$ 4 milhões. O subsídio continua em R$ 6 milhões e ainda existe um déficit de R$ 4 milhões. Esse desequilíbrio impede que as empresas tenham condições de operar o sistema em sua capacidade plena".

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