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Polícia desmonta quadrilha que estuprava e torturava meninas e mulheres em nove estados

Operação aconteceu no Piauí, Rio de Janeiro, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina e São Paulo.

Polícia desmonta quadrilha que estuprava e torturava meninas e mulheres em nove estados
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Quatro homens foram presos, na manhã desta segunda-feira (30), em uma operação contra uma quadrilha que praticava crimes de violência contra meninas e mulheres nas redes sociais. O grupo se organizava virtualmente para cometer estupros e tortura on-line, além do compartilhamento de fotos íntimas das vítimas. Um dos presos é um jovem de 19 anos, preso em Pedro II, no Norte do Piauí.

A Polícia Civil realizou a Operação Abbraccio contra a exploração sexual de adolescentes e mulheres no Piauí, Rio de Janeiro, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina e São Paulo.

"Os policiais foram até o local indicado e realizaram a prisão de um homem de 19 anos, suspeito de integrar essa rede criminosa que atuava em todo o Brasil. Ele tomou como surpresa a prisão, não imaginava que poderia acontecer. No momento da prisão ele não quis falar nada no momento da prisão, se reservou ao direito de ficar calado e no interrogatório também”, informou o policial civil Moura, da Delegacia de Pedro II.

A ação foi planejada a partir de uma investigação da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense (RJ). Na cidade, um homem identificado como Pedro Henrique Souza Lourenço, de 20 anos, foi preso. No imóvel dele, foram apreendidos um computador e um notebook.

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Segundo os investigadores, os criminosos se organizavam virtualmente, em plataformas como o Discord, para praticar violência contra meninas e mulheres. Em abril deste ano, a mãe de uma das vítimas procurou a polícia para relatar que imagens íntimas de sua filha estavam sendo divulgadas.

Durante a investigação, os policiais descobriram uma rede criminosa com dezenas de outras vítimas. Os estupros e as torturas virtuais eram transmitidos ao vivo e, em alguns casos, a gravação era posteriormente exposta na internet. Mulheres também foram forçadas a se automutilar e escrever, com navalha, o nome dos criminosos na pele.

A operação só foi possível após a prisão de um dos integrantes do grupo, no mês passado. A partir da perícia de cerca de 80 mil imagens, vídeos e áudios encontrados em dispositivos eletrônicos dele, a polícia chegou aos demais envolvidos.

Para a Polícia Civil, o material apreendido "demonstra a frieza com que eles tratam o sofrimento e a vida humana". Os alvos da operação são investigados por crimes sexuais, tortura, ameaça, misoginia e racismo.

Além das prisões desta segunda, a ação realiza a busca e apreensão de celulares, computadores e mídias digitais dos suspeitos. Segundo a polícia, os materias serão analisados e devem ser "capazes de comprovar os crimes praticados e ampliar o mapeamento da rede criminosa".

Fonte/Créditos: SBT NEWS

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Paulo Pincel

Publicado por:

Paulo Pincel

Jornalista, criador de conteúdo

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