Foto: Diego Campos/Secom-PR
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, senador licenciado Wellington Dias, foi o convidado do programa Bom Dia, Ministro desta quinta-feira (29.01). Em entrevista a radialistas de todo o país, ele detalhou o novo benefício social do Governo do Brasil: o Gás do Povo.
O programa garante a recarga gratuita do botijão de gás de cozinha para famílias em situação de vulnerabilidade social e tem previsão de alcançar 15 milhões de domicílios até março. Nesta semana, a iniciativa contemplou 17 capitais que não participaram da primeira fase, realizada em novembro de 2025. Nessa etapa, cerca de 950 mil famílias passaram a receber o auxílio.
O ministro ressaltou a importância do benefício como uma medida concreta de proteção às famílias em situação de vulnerabilidade social, destacando o impacto direto do custo do gás de cozinha no orçamento doméstico. Segundo ele, a política busca aliviar uma despesa essencial que compromete significativamente a renda das famílias mais pobres e contribui para garantir mais segurança e dignidade no dia a dia.
“O gás, que para muita gente é uma compra trivial, mas pesa muito para as pessoas de baixa renda. O botijão de gás, em algumas regiões, chega a representar 10% do salário-mínimo. Então, imagine aquela família que precisa comprar e acaba comprometendo uma parte grande do seu orçamento”, disse.
Wellington Dias detalhou ainda o público prioritário do programa e o cronograma de expansão da iniciativa. “O foco são pessoas do Bolsa Família e do Cadastro Único, com renda de até meio salário-mínimo por mês. Com isso, estamos trabalhando para garantir que as pessoas possam reduzir a queima de lenha e de álcool, que traz muito risco de acidentes”, enfatizou. “Temos um calendário de implantação: chegamos agora às outras capitais que não foram contempladas na primeira fase. Até março, vamos chegar a todo o Brasil, alcançando 15,5 milhões de famílias e garantindo dignidade para as pessoas”, concluiu.
Bolsa Família
Durante a conversa, o ministro abordou as mais de 1,55 milhão de crianças e adolescentes beneficiários do Bolsa Família que, em 2025, passaram a ter suas informações de matrícula e frequência escolar devidamente registradas e acompanhadas.
Ainda sobre o Bolsa Família, Wellington Dias refutou mensagens falsas que circularam nas redes sociais nos últimos dias. O conteúdo divulgava a suposta existência de um projeto de lei que restringiria o saque do benefício.
“Isso é coisa de gente do mal, e gente do mal cometendo crime. Isso não se trata apenas de fake news, mas de crime”, disse. “Acionei, nos primeiros momentos, a Rede Federal de Fiscalização do Bolsa Família, que conta com a participação da Polícia Federal. Doa a quem doer, nós vamos encontrar quem está fazendo esse desserviço. O Bolsa Família mantém suas regras e o valor creditado não tem limite para saque”, explicou.
Questionado sobre a segurança e a transparência do programa, o titular da pasta destacou os avanços no novo Cadastro Único. “O Brasil trabalha com um cadastro robusto — sabemos exatamente quem tem direito. Isso garante muita segurança”, afirmou.
Trabalho infantil e superação da pobreza
Wellington Dias comentou ainda a retomada do cofinanciamento federal das Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (AEPETIs). Após sete anos sem repasses regulares, a medida marca um momento de reconstrução da proteção social no Brasil. Cerca de R$ 79,8 milhões por ano serão destinados à iniciativa, que contempla mais de mil municípios em todos os estados e no Distrito Federal.
“Desativaram todos os programas entre 2017 e 2022. Quando assumi o ministério, tive que retomar todo esse trabalho de combate ao trabalho infantil”, pontuou. “Tivemos que pactuar com o Ministério Público, a Defensoria e os municípios, e agora isso está começando a dar resultado. As crianças estão voltando a estudar e é assim que construímos o Brasil, combatendo esse crime”, disse.
Por fim, Dias destacou uma conquista recente do país: 17,4 milhões de pessoas saíram da pobreza e passaram a integrar as classes A, B e C em apenas dois anos. Os dados são de um estudo realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), que mostra que as classes D e E atingiram os menores níveis já observados: 15,05% e 6,77%, respectivamente.
Fonte/Créditos: MDS
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