A Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) realizou, nesta segunda-feira (24), sessão solene em homenagem aos 60 anos do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicação do Estado (Sinttel), que representa aqueles que trabalham em empresas concessionárias desses serviços, permissionárias de telefonia móvel, além de terceirizadas, prestadoras de serviços e franqueadas para atendimento aos usuários de serviços de telecomunicação.
Autor do requerimento, o vice-presidente da Alepi, deputado Francisco Limma (PT), destacou os avanços nas telecomunicações e a aproximação da sociedade possibilitada pela expansão digital, e como a linha de frente é importante para possibilitar essa conectividade. Ele falou sobre a importância de cuidar desses profissionais, tanto para sua segurança física, diante do risco de morte que a atividade pode proporcionar, como pela saúde mental dos trabalhadores.
“Nesse momento, celebrar 60 anos do Sinttel é olhar para história que começou quando falar com alguém distante dependia de uma telefonista, fios, cabos, muita gente trabalhando para fazer a comunicação acontecer. Seis décadas depois, carregamos no bolso um dos equipamentos capazes de nos conectar ao mundo inteiro. Mudaram as profissões, mas por trás de toda conexão existe um ser humano realizando um trabalho. É nesse momento de avanço tecnológico que questionamos se estamos cuidando de quem cuida dessa estrutura”, indagou o parlamentar.
O presidente da Federação Interestadual dos Trabalhadores e Pesquisadores em Serviços de Telecomunicação (Fitratelp), João de Moura Neto, pontuou como mudanças tecnológicas trazem rupturas e que a luta do sindicato vem para proteger trabalhadores dos impactos negativos que as transformações podem provocar. Ele também destacou a importância da atuação sindical em momentos como privatizações e terceirizações, na proteção aos trabalhadores dos impactos e contra a precarização das relações trabalhistas.
Já a diretora-executiva do Sinttel, Francinete da Silva Lima Sousa, narrou as adversidades enfrentadas ao longo de suas quatro décadas no setor das telecomunicações. Além dos cenários desafiadores diante dos avanços tecnológicos, ela pontuou que ainda houve o desafio de ser mulher em um cenário preponderantemente masculino. Este ponto também foi relembrado pela diretora de Mulheres do Sinttel, Ana Patrícia Brás, ao mencionar que, no início, às mulheres era destinada a função de telefonista, mas poucas eram as técnicas. Ela ainda assegurou a importância das telecomunicações para aproximar comunidades e diminuir a saudade dos familiares separados pela distância. “O Sinttel é parte importante dessa conexão; trabalhadores ajudam essa grande rede a continuar funcionando. São pessoas que contribuíram para construir esse caminho”, discursou.
Para o presidente do Sinttel, Cochise Silva, a data representa a história de trabalhadores que se organizaram e instituíram algo forte para o movimento sindical. “É com satisfação poder, no século XXI, estar no desafio diário da representatividade de oito segmentos distintos, de chegar a cada município, na interação junto às empresas para resguardar os direitos dos trabalhadores. A coletividade é a força que move essa entidade. Sinttel é sindicato de luta, de defesa pela segurança no trabalho, trabalhadores que estão se arriscando diariamente, com acidentes acontecendo”, destacou.
Fonte/Créditos: Alepi
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