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Ministro lança pedra fundamental do Hospital Universitário de Parnaíba

Hospital da Universidade Federal do Delta do Parnaíba tyerá 120 leitos, sendo 20 de UTI

Ministro lança pedra fundamental do Hospital Universitário de Parnaíba
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Em agenda no município de Parnaíba, no Piauí, o ministro da Educação, Camilo Santana, lançou, na segunda-feira (2), a pedra fundamental do prédio acadêmico e do hospital universitário (HU), e assinou o termo que autoriza a licitação da obra de revitalização do restaurante universitário da Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar). Na ocasião, anunciou também a criação de um novo campus do Instituto Federal do Piauí (IFPI).

“Estamos dando início a esse hospital tão sonhado e, em breve, vamos inaugurá-lo. Vai ser um hospital de 120 leitos, 20 leitos de UTI, que vai atender não só à formação dos médicos e profissionais de saúde, mas também à população do Delta do Parnaíba”, ressaltou o ministro.

 

 

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Segundo ele, para a manutenção do HU, após concluído, o MEC destinará, por meio da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), um orçamento anual de R$ 250 milhões. “Às vezes, o mais difícil não é construir o hospital, mas mantê-lo, e esse é o compromisso que estamos assumindo aqui hoje. Para funcionar, ele vai custar mais caro que o preço de construir, mas é esse recurso que vai garantir bons profissionais e bom atendimento”, defendeu.

A primeira etapa da implantação tem aportes de R$ 25 milhões, que contemplam a construção do ambulatório, da subestação elétrica e outras obras de infraestrutura e urbanização necessárias. A unidade hospitalar reforçará a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) ao ampliar o acesso da população a serviços de média e alta complexidade, além de qualificar a formação acadêmica e profissional dos estudantes, consolidando Parnaíba (PI) como polo regional de ensino, pesquisa e formação em saúde.

O reitor da UFDPar, João Paulo Macedo, disse que esse era um momento de reafirmar a importância da universidade pública para o projeto de desenvolvimento do país. “A UFDPar nasce e cresce em um território de desafios, mas também de muita esperança. Cada obra que aqui se inicia é fruto de luta institucional, planejamento público, articulação federativa e da convicção de que a educação superior não é gasto, é investimento estratégico no futuro da nação”, considerou.

Ministro Camilo Santana em Parnaíba (Crédito Bruna Araújo)

Melhorias no campus

Com cinco pavimentos, o prédio acadêmico terá 42 salas de aula, quatro laboratórios de informática, quatro salas multiuso para fortalecimento das ações de inovação pedagógica e uma área para instalação da biblioteca, com ampliação dos espaços voltados ao acervo e mais locais de estudos individuais e em grupo. As salas de aula atenderão diretamente a cinco cursos da UFDPar: administração, contabilidade, economia, pedagogia e o novo curso de inteligência artificial, beneficiando 1,2 mil estudantes. Já a biblioteca, os laboratórios e as salas multiuso beneficiarão os 4 mil alunos da universidade.

“Estamos repassando mais de R$ 22 milhões do Novo PAC para fortalecer a ampliação dos cursos da universidade, que está começando cursos novos este ano, inclusive de inteligência artificial, com os alunos aprovados no Sisu 2026. Vamos também autorizar agora, e já está em licitação, a reforma do restaurante universitário, que vai permitir modernizar o restaurante para dar assistência aos nossos alunos”, destacou Santana na cerimônia sobre o novo prédio.

Outros R$ 915,7 mil garantirão a revitalização do restaurante universitário. Com estrutura atual para 149 pessoas sentadas, o local passará a ter 326 lugares, sendo 12 assentos para pessoas neurodivergentes e quatro vagas para cadeirantes. Com isso, a universidade proporcionará mais comodidade aos estudantes, de forma a diminuir o impacto de grandes filas e os atrasos nas atividades acadêmicas após o almoço e o jantar.



UFDPar

Criada em 2018, após o desmembramento da Universidade Federal do Piauí (UFPI), a UFDPar se consolida como polo estratégico de desenvolvimento no litoral piauiense. Atualmente, a instituição abriga uma comunidade acadêmica de aproximadamente 4 mil estudantes, suportada por um corpo de cerca de 150 técnicos-administrativos e 280 docentes. Com 16 cursos de graduação, incluindo medicina, psicologia, biomedicina, matemática e engenharia de pesca, a universidade aprovou a criação do bacharelado em inteligência artificial. O novo curso, pioneiro entre as federais do estado, ofertou 50 vagas para ingresso via Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026.

IFPI

A nova unidade do IFPI anunciada pelo ministro durante o evento será implantada no município de Luzilândia (PI), na região do Delta do Parnaíba. O campus faz parte de um total de cinco novos campi de institutos federais previstos na Resolução nº 12/2026, publicada em 27 de janeiro neste mês , que também inclui a construção e a ampliação de 117 escolas indígenas e a melhoria e a ampliação da infraestrutura de institutos e universidades federais com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). Outros três novos campi do IFPI estão previstos para serem construídos no estado: Altos, Barras e Esperantina. As unidades integram a expansão dos mais de 100 novos campi de Institutos Federais pelo Brasil, que devem gerar 141 mil novas vagas de educação profissional e tecnológica quando estiverem concluídas.

Além deste investimento, os recursos do Novo PAC no Piauí, que somam R$ 921,8 milhões, têm destinação de R$ 783 milhões para a educação básica, R$ 99,4 milhões para a educação profissional e tecnológica e R$ 39,2 milhões para a educação superior. Os valores contemplam 148 ônibus para o transporte escolar; 41 novas escolas de tempo integral; 75 creches; e 25 obras de melhoria de institutos e universidades federais existentes. As melhorias de infraestrutura em instituições federais de ensino, com recursos do Novo PAC, beneficiam 18 municípios piauienses: Altos; Barras; Bom Jesus; Campo Maior; Cocal; Corrente; Esperantina; Oeiras; Parnaíba; Paulistana; Pedro II; Picos; Pio IX; Piripiri; São João do Piauí; Teresina; Uruçuí; e Valença do Piauí.

 

Créditos (Imagem de capa): Secom/MEC

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