
As novas gerações já nascem hiperconectadas e, à medida que o acesso à internet se expande, crescem também os riscos associados ao ambiente digital - entre eles, a violência sexual on-line.
De acordo com a pesquisa Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes Brasileiros na Internet, realizada pela ChildFund Brasil em três fases, 54% dos adolescentes brasileiros - o equivalente a 9,2 milhões de jovens - já sofreram algum tipo de violência sexual na internet.
A terceira etapa, desenvolvida em parceria com o Instituto Tecnologia e Dignidade Humana, investigou os contextos e motivações das violências a partir de entrevistas com vítimas e abusadores. Os relatos apontam que a violência sexual on-line está profundamente ligada a fatores familiares, emocionais e sociais.
Segundo Mauricio Cunha, presidente executivo do ChildFund Brasil, a pesquisa demonstra as barreiras encontradas pelos adolescentes. "Utilizamos uma metodologia de escuta que permitiu que eles falassem sobre seus sentimentos e percepções. Ademais, eles não sabem como denunciar e não têm acesso à educação digital estruturada que os ensine a navegar com segurança” afirmou.
As consequências desses episódios podem se estender até a vida adulta, provocando impactos como depressão, ansiedade, dificuldades de relacionamento, baixa autoestima, isolamento social e repetição de padrões de violência, entre outros efeitos emocionais e psicológicos.
Risco aumenta com maior tempo de conexão
O levantamento aponta que, conforme aumenta a idade, cresce também o tempo de uso da internet e a variedade de aplicativos utilizados. Isso eleva em até 1,3 vez o risco de violência on-line entre adolescentes de 17 e 18 anos, em comparação aos de 15 anos. Em média, os jovens passam cerca de quatro horas por dia conectados, principalmente pelo celular e fora do ambiente escolar.
Além disso, as meninas apresentam risco 1,08 vez maior de sofrer violência sexual on-line - o equivalente a um aumento de aproximadamente 8% em relação aos meninos.
Falta de orientação e supervisão parental
Entre os principais fatores de vulnerabilidade identificados estão a ausência de diálogo sobre sexualidade, a falta de supervisão digital e o desconhecimento sobre riscos no ambiente virtual.
Apesar de grande parte dos adolescentes relatar já ter recebido algum tipo de orientação sobre o uso da internet, 94% disseram não saber como agir diante de situações de risco ou como denunciar casos de violência.
A pesquisa também mostrou que apenas 35% dos adolescentes afirmaram ter algum tipo de monitoramento das atividades digitais por parte dos pais, enquanto 45% defenderam explicitamente o direito à privacidade on-line.
Falta de orientação e supervisão parental
Entre os principais fatores de vulnerabilidade identificados estão a ausência de diálogo sobre sexualidade, a falta de supervisão digital e o desconhecimento sobre riscos no ambiente virtual.
Apesar de grande parte dos adolescentes relatar já ter recebido algum tipo de orientação sobre o uso da internet, 94% disseram não saber como agir diante de situações de risco ou como denunciar casos de violência.
A pesquisa também mostrou que apenas 35% dos adolescentes afirmaram ter algum tipo de monitoramento das atividades digitais por parte dos pais, enquanto 45% defenderam explicitamente o direito à privacidade on-line.
Por SBTNews
Foto: Reprodução IA

As novas gerações já nascem hiperconectadas e, à medida que o acesso à internet se expande, crescem também os riscos associados ao ambiente digital - entre eles, a violência sexual on-line.
De acordo com a pesquisa Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes Brasileiros na Internet, realizada pela ChildFund Brasil em três fases, 54% dos adolescentes brasileiros - o equivalente a 9,2 milhões de jovens - já sofreram algum tipo de violência sexual na internet.
A terceira etapa, desenvolvida em parceria com o Instituto Tecnologia e Dignidade Humana, investigou os contextos e motivações das violências a partir de entrevistas com vítimas e abusadores. Os relatos apontam que a violência sexual on-line está profundamente ligada a fatores familiares, emocionais e sociais.
Segundo Mauricio Cunha, presidente executivo do ChildFund Brasil, a pesquisa demonstra as barreiras encontradas pelos adolescentes. "Utilizamos uma metodologia de escuta que permitiu que eles falassem sobre seus sentimentos e percepções. Ademais, eles não sabem como denunciar e não têm acesso à educação digital estruturada que os ensine a navegar com segurança” afirmou.
As consequências desses episódios podem se estender até a vida adulta, provocando impactos como depressão, ansiedade, dificuldades de relacionamento, baixa autoestima, isolamento social e repetição de padrões de violência, entre outros efeitos emocionais e psicológicos.
Risco aumenta com maior tempo de conexão
O levantamento aponta que, conforme aumenta a idade, cresce também o tempo de uso da internet e a variedade de aplicativos utilizados. Isso eleva em até 1,3 vez o risco de violência on-line entre adolescentes de 17 e 18 anos, em comparação aos de 15 anos. Em média, os jovens passam cerca de quatro horas por dia conectados, principalmente pelo celular e fora do ambiente escolar.
Além disso, as meninas apresentam risco 1,08 vez maior de sofrer violência sexual on-line - o equivalente a um aumento de aproximadamente 8% em relação aos meninos.
Falta de orientação e supervisão parental
Entre os principais fatores de vulnerabilidade identificados estão a ausência de diálogo sobre sexualidade, a falta de supervisão digital e o desconhecimento sobre riscos no ambiente virtual.
Apesar de grande parte dos adolescentes relatar já ter recebido algum tipo de orientação sobre o uso da internet, 94% disseram não saber como agir diante de situações de risco ou como denunciar casos de violência.
A pesquisa também mostrou que apenas 35% dos adolescentes afirmaram ter algum tipo de monitoramento das atividades digitais por parte dos pais, enquanto 45% defenderam explicitamente o direito à privacidade on-line.
Falta de orientação e supervisão parental
Entre os principais fatores de vulnerabilidade identificados estão a ausência de diálogo sobre sexualidade, a falta de supervisão digital e o desconhecimento sobre riscos no ambiente virtual.
Apesar de grande parte dos adolescentes relatar já ter recebido algum tipo de orientação sobre o uso da internet, 94% disseram não saber como agir diante de situações de risco ou como denunciar casos de violência.
A pesquisa também mostrou que apenas 35% dos adolescentes afirmaram ter algum tipo de monitoramento das atividades digitais por parte dos pais, enquanto 45% defenderam explicitamente o direito à privacidade on-line.
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