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Júlio César defende redistribuição justa dos Royalties do Petróleo

Ele está na linha de frente de uma importante mobilização nacional dos congressistas

Júlio César defende redistribuição justa dos Royalties do Petróleo
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O deputado federal Júlio César (PSD) assumiu a linha de frente de uma importante mobilização nacional, liderando deputados e senadores do Piauí e de outros 23 estados brasileiros. O objetivo é pressionar o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, a pautar em plenário a análise de uma decisão liminar da ministra Cármen Lúcia. Essa medida, em vigor há mais de uma década, impede a redistribuição dos royalties do petróleo de forma mais igualitária entre estados e municípios não produtores, causando um prejuízo bilionário para o Piauí e outras unidades da federação.

Foi o próprio deputado Júlio César quem revelou, com exclusividade, o teor do documento que será entregue ao ministro Barroso. A iniciativa do parlamentar piauiense busca reverter um cenário onde o Piauí, por exemplo, deixou de receber R$ 10,4 bilhões em repasses desde 2013 – sendo R$ 6,3 bilhões para o governo estadual e R$ 4,1 bilhões para os municípios. Esse montante seria proveniente da aplicação da Lei nº 12.734/2012, que estabeleceu novos critérios para a distribuição dos valores arrecadados com a exploração de petróleo.

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A batalha jurídica é complexa, com o Rio de Janeiro buscando manter os critérios antigos que concentram cerca de 90% dos royalties no estado. A ministra Cármen Lúcia concedeu uma liminar em 2013, suspendendo a análise da constitucionalidade da nova lei. No entanto, uma recente decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), que negou os embargos de declaração do Rio de Janeiro, reabriu a discussão sobre o mérito no STF.
Júlio César não apenas liderou a articulação para o documento, mas também detalhou sua base jurídica robusta:

“Estudamos toda a tramitação e identificamos o descumprimento de alguns dispositivos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Fizemos uma exposição bem detalhada, com base jurídica sólida. Apesar de haver parecer da Procuradoria-Geral da República contrário a essa liminar – que já dura 12 anos – e do TCU afirmar que a lei pode ser aplicada mesmo com a liminar em vigor, ela continua valendo. Por isso, entregamos o documento ao presidente do STF, que é quem pode pautar o julgamento”, afirmou o deputado.

O parlamentar enfatizou a força da mobilização que liderou, conseguindo a assinatura dos coordenadores, deputados e senadores de 24 estados prejudicados pela atual distribuição. “Estamos aguardando que o Supremo paute e analise a matéria em plenário. Qualquer que seja a decisão, vamos acatar. Mas é difícil que o julgamento seja desfavorável a uma solicitação feita por 24 estados”, pontuou Júlio César, reforçando a defesa do artigo 20 da Constituição, que garante que os recursos do petróleo, por estarem no mar, pertencem à União e, consequentemente, a todo o povo brasileiro.

 

 

 

Fonte/Créditos: ASSESSORIA PARLAMENTAR

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Marcelo Rocha

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Marcelo Rocha

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