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O Dia da Caridade

ser caridoso é aquele que se revela nas atitudes, nos gestos, no modo de pensar e de fala

O Dia da Caridade
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A noção de caridade vai muito além de doar, pontualmente, cestas básicas e esmolas em semáforos. Pois, o sentimento de caridade é despertado na profundidade da alma humana, que exige um amor e ajuda ao próximo com benevolência, compaixão, bondade e humanidade.

De modo, o ser caridoso é aquele que, cotidianamente, antes de se autonomear, se revela nas atitudes, nos gestos, no modo de pensar e de falar na perspectiva da prodigalidade, da liberalidade, da filantropia, do altruísmo, da solidariedade, da magnanimidade e da munificência.

Anualmente, o Dia Internacional da Caridade é celebrado em 5 de setembro, desde 2013, promulgado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2012. Esta data surgiu para homenagear o aniversário da morte de Madre Teresa de Calcutá, que dedicou-se a auxiliar os mais pobres e recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1979.

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Assim, antes de se fantasiar de “caridoso de redes sociais”, para ser alguém caridoso, antes é necessário experienciar a caridade, através de atos, palavras e pensamentos, considerando que o próprio bem-estar deve se ancorar no senso de piedade, misericórdia, beneficência e generosidade, que dão sentido ao próprio viver no mundo e o bem-estar coletivo.

O objetivo do “Dia da caridade” – enquanto data simbólica –, é reconhecer o papel da caridade no alívio do sofrimento humano. Mas, não é só doação de comida, de roupas velhas, de bebida e de moeda, que estão sobrando, ou se travestir com frases feitas do tipo “o que a direita dá a esquerda não precisa saber”, que se é alguém, essencialmente, caridoso.

Pois, a caridade é um estado de espírito benevolente constante, cuja a mera racionalidade esvazia o sentido do amor acolhedor e incondicional. Assim, se autodenominar caridoso, em busca de likes e hyper, revela mais da hipocrisia e futilidade que move os próprios atos de doação. É o mesmo que ofertar uma moeda de alto valor durante o ofertório em rituais religiosos, acreditando que está comprando um lugar melhor no paraíso do que quem não faz uma oferta.

A palavra “caridade” derivada do latim “caritas”, cujo papel central nas tradições cristãs, representando o amor incondicional e o ato de fazer o bem como forma de desenvolvimento da sociedade e de evolução mútua entre quem ajuda e quem recebe – ou seja, nutrir o bem coletivo.

Logo, para muito além de um "espírito de porco" ou do “bonzinho de araque”, o sentimento de caridade se constitui na promoção do diálogo, da solidariedade e da compreensão mútua entre as pessoas. Jamais é se autopromover usando a vulnerabilidade do outro ou trocar migalhas por visibilidade como se fora um “ser caridoso”. Mas, que, de fato, não passa de uma fraude humana mal construída.

Assim, longe da mesquinhez humana, o “Dia da Caridade” visa criar uma plataforma universal para aumentar a visibilidade da caridade, organizar eventos especiais, criar sinergias e aumentar o apoio público. Onde o sentimento de caridade possa ser despertado na profundidade da alma humana.

Nesse sentido, o verdadeiro caridoso traz consigo a chama de esperança continuamente acessa, e não pontualmente. Um caridoso não se autonomeia nem busca aplausos, ele o é em essência. A caridade do caridoso vem de um espírito livre e leve, que se mostra em profundidade na fé, na coragem e no doar sem busca notoriedade gratuita às custa da miséria do outro.

Portanto, alguém que é caridoso não precisa mostrar ou dizer, ele age. O caridoso não negocia princípios, caráter, respeito e confiança, ele os semeia. A caridade, que significa "amor", é dedicar tempo e esforço, oferecer apoio emocional, presença, escuta atenta e empatia a quem sofre. É envolver-se ativamente nas necessidades do outro, colocando-se ao lado e oferecendo afeto efetivo e sincero.

 

Comentários:

Arnaldo Eugênio

Publicado por:

Arnaldo Eugênio

Doutor em Antropologia

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