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Tribunal Regional Eleitoral instala comissão de auditoria da votação eletrônica

Comissão vai elaborar e executar as auditorias de integridade das urnas eletrônicas e de autenticidade dos sistemas eleitorais

Tribunal Regional Eleitoral instala comissão de auditoria da votação eletrônica
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A Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica para as Eleições 2026 do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) foi instalada e teve os trabalhos oficialmente iniciados na manhã desta quarta-feira (5/8), em solenidade realizada no auditório da Corte.

Instituída pela Portaria nº 594/2026, a comissão é responsável por preparar e executar duas auditorias públicas do processo eletrônico de votação: o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas e o Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais.

O procedimento consiste no sorteio de 23 urnas eletrônicas oficiais já lacradas com os dados de candidatas, candidatos, eleitoras e eleitores. O sorteio é feito entre todas as urnas prontas para serem instaladas nas seções eleitorais de todo o estado. Vinte urnas passam pelo teste de integridade em local público e três são auditadas na própria seção eleitoral antes da emissão da zerésima.

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Ao abrir a solenidade, a ouvidora eleitoral, desembargadora Lucicleide Pereira Belo, destacou que “todos os atos preparatórios das eleições têm essa marca da transparência”.

“Esse procedimento é mais um deles. Mais do que o atendimento a uma exigência legal, estamos atendendo a um desejo da eleitora ou do eleitor por segurança e garantia de que seu voto está sendo regularmente registrado e computado. A credibilidade das eleições não se sustenta apenas na qualidade da tecnologia empregada, mas, sobretudo, na existência de procedimentos públicos, auditáveis e permanentemente fiscalizados. A confiança é resultado da transparência, e a transparência se concretiza quando o funcionamento das instituições se abre ao controle previsto em lei”, afirmou.

Em seguida, o presidente da comissão, juiz Francisco Valdo Rocha dos Reis, destacou a importância da urna eletrônica e pontuou que os trabalhos serão norteados pela “imparcialidade, rigor técnico e observância estrita dos prazos e procedimentos fixados pelo Tribunal Superior Eleitoral”.

“A urna eletrônica brasileira já demonstrou, ao longo de décadas e de sucessivas auditorias, sua segurança e confiabilidade. Agradeço, por fim, a confiança depositada pela Presidência deste Tribunal e reafirmo minha disposição de bem servir à Justiça Eleitoral piauiense nesta etapa”, completou.

A promotora Flávia Cordeiro, que representa o Ministério Público na comissão, também destacou a transparência e a integridade do processo eleitoral brasileiro: “Esta comissão é o elo entre o cidadão, a cidadã e a Justiça Eleitoral. É o momento em que a população tem a oportunidade de fiscalizar e ter a garantia de que seu voto é recebido e computado”, disse.


O juiz auxiliar da comissão, Jesse James Oliveira Sousa, o juiz Edson Alves da Silva e a jurista Hilana Martina Lopes Mousinho Neiva Dourado, ambos integrantes da Corte Eleitoral do TRE-PI, e o diretor-geral do TRE-PI, Walter Schel, também compuseram a mesa de honra.

Fonte/Créditos: TRE-PI

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