Representantes do Ministério Público do Piauí (MPPI), da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) definiram, nesta sexta-feira (20), as estratégias de atuação para a Operação Caatinga Resiste. A ação está prevista para ocorrer de 9 a 20 de março deste ano. A reunião foi realizada na sede do MPPI, na zona leste de Teresina.
Esta é a primeira edição da operação, que será executada nos estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e Minas Gerais. A iniciativa será promovida de forma integrada com os Ministérios Públicos Estaduais e órgãos de defesa do meio ambiente. A operação conta com o apoio da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (ABRAMPA).
A operação tem como objetivo identificar e fiscalizar áreas degradadas, responsabilizar infratores e promover a reparação de danos ambientais.
No Piauí, as ações foram estruturadas de forma cooperativa entre o MPPI, a Semarh e o Ibama. Serão fiscalizadas áreas nos municípios de Inhuma, Jaicós, Pio IX, Pimenteiras, Colônia do Gurgueia, Caracol, Anísio de Abreu, Jerumenha, Canto do Buriti, São Miguel do Tapuio, Ipiranga do Piauí, Buriti dos Lopes, Francisco Santos, Paulistana, São Francisco de Assis do Piauí, Queimada Nova e São Francisco do Piauí.
Para a promotora de Justiça Áurea Madruga, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente (Caoma), a operação representa um avanço na proteção do bioma Caatinga.
“A Operação Caatinga Resiste é uma iniciativa fundamental para fortalecer a defesa de um bioma que se estende por cerca de um terço das unidades federativas do Brasil. A Caatinga é um bioma rico, com grande diversidade de fauna e flora, essencial para o equilíbrio ecológico do país. Ao atuarmos de forma integrada, ampliamos a capacidade de fiscalização, responsabilização e recuperação das áreas degradadas, reafirmando o compromisso com a proteção do meio ambiente e com as presentes e futuras gerações”, destacou a promotora.
Fonte/Créditos: MPPI
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