
Os indicadores do mercado de trabalho do Piauí apresentaram evolução positiva no segundo trimestre de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) trimestral, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As taxas de desocupação, informalidade e desalento registraram redução, reforçando a melhora do cenário do mercado de trabalho estadual.
A taxa de desocupação ficou em 8,3%, uma redução de 0,6 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre de 2026, quando o indicador estava em 8,9%. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, também houve queda, de 8,5% para 8,3%. Em relação ao mesmo trimestre de 2023, a redução acumulada foi de 1,4 ponto percentual, quando a taxa era de 9,7%.
Outro resultado positivo foi observado na taxa de informalidade, que caiu para 49,5% no segundo trimestre de 2026. O resultado representa o menor nível entre os cinco trimestres analisados e marca, nesse recorte, a primeira vez em que o indicador fica abaixo de 50%. A taxa vem apresentando trajetória de redução desde o pico de 54,6%, registrado no segundo trimestre de 2024: passou para 51,8% em 2025, 50,2% no primeiro trimestre de 2026 e chegou aos atuais 49,5%.
O movimento de redução também foi observado entre homens e mulheres e nos diferentes grupos de cor ou raça.
O desalento apresentou uma das quedas mais expressivas. O percentual de pessoas que desistiram de procurar trabalho por acreditar que não encontrariam uma oportunidade chegou a 7,0%, o menor valor entre os cinco trimestres analisados. O indicador recuou 0,6 ponto percentual frente ao primeiro trimestre de 2026 e 0,1 ponto em relação ao mesmo trimestre de 2025.
Em uma perspectiva de médio prazo, a redução é ainda mais significativa. No segundo trimestre de 2023, o desalento atingia 13,9% da população, o que significa uma queda de 6,9 pontos percentuais em três anos, praticamente reduzindo o indicador pela metade.
Os três indicadores reforçam uma trajetória de melhora do mercado de trabalho piauiense. Entre o segundo trimestre de 2023 e o segundo trimestre de 2026, a desocupação caiu de 9,7% para 8,3%, a informalidade recuou de 52,2% para 49,5% e o desalento caiu de 13,9% para 7,0%.
Os resultados mostram, portanto, uma evolução positiva em indicadores importantes relacionados à inserção da população no mercado de trabalho, com destaque para a redução da desocupação, a queda da informalidade para abaixo de 50% e a redução expressiva do desalento no estado.
Fonte/Créditos: Redação
Comentários: