O presidente do Diretório Municipal do MDB em Teresina, médico Paulo Márcio, comentou, nesta quinta-feira (24), o "silêncio" do vice-governador Themístocles Filho, que deverá decidir que rumo tomar somente em setembro.
"A resposta do Themístocles Filho, nesse momento político, é de silêncio. Ele é um líder político muito respeitado, que tem a lealdade, a amizade, o carinho do Piauí. Não à toa, foi por nove vezes presidente da Assembleia Legislativa do Piauí. E ontem, hoje, e em todos os dias, ele tem dito, publicamente inclusive, que não conversa sobre esse assunto até setembro", anunciou o presidente do MDB.
Profundamente magoado, Themístocles Filho pode abandonar a aliança governista e marchar ao lado do senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas, depois de ser escanteado pelo governador Rafael Fonteles, com aval do presidente do MDB no Piauí, senador Marcelo Castro, em reunão ocorrida ainda no mês de junho.
Na reunião das lideranças governistas, da qual Themístocles não participou, ficou acordado que o MDB vai indicar um dos candidatos da coligação ao Senado, Marcelo Castro, no caso, e o PSD indicará o outro: o deputado federal Júlio César Lima, marido da senadora Jussar Lima e pai do deputado estadual Georgiano Neto, que deve concorrer a deputado federal.
Paulo Márcio ressalta que foi Themístocles Filho um dos defensores da candidatura de Rafael Fonteles. "Ele fez todo um trabalho na eleição passada para eleger o atual governador e foi muito bem-sucedido. Themístocles era presidente da Assembleia Legislativa e acreditou num jovem promissor, que tinha, na época, 3% das intenções de voto. Ele, com sua experiência, com seu respeito, conseguiu dar equilíbrio político, confiança política, para vencer as eleições anteriores, que as pesquisas indicavam, até sete ou dez dias antes, que o governador Rafael poderia perder a eleição. E esse projeto deu certo", lembra, com uma ponta de decepção.
Fonte/Créditos: REDAÇÃO
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