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Prédio do Museu do Piauí vai passar por nova restauração e ganhará um café aberto ao público

Casa de Odilon Nunes é um dos grandes patrimônios piauienses e possui um imenso acervo de peças e artigos históricos

Prédio do Museu do Piauí vai passar por nova restauração e ganhará um café aberto ao público
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A Casa de Odilon Nunes, casarão centenário que abriga o Museu do Piauí, passará por restauração e ganhará um café, ambiente aberto ao público que deverá se tornar um refúgio no meio do centro de Teresina. O projeto está sendo conduzido pela equipe de Patrimônio Histórico da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), com a finalidade de proporcionar a criação de um espaço aconchegante para que o visitante do museu tenha a possibilidade não apenas de conhecer o acervo, mas também de apreciar a gastronomia local e a arquitetura preservada do casarão.

Imagens: Secult
Imagens: Secult

Ao longo dos seus 166 anos de história, o prédio já foi residência particular e também utilizado como a primeira sede do governo provincial. A edificação foi restaurada em 1980, quando o acervo foi organizado pela Fundação Joaquim Nabuco e o museu iniciou suas atividades. Em 2019, o prédio passou por uma nova restauração, mantendo a arquitetura original com as características neoclássicas de linhas sóbrias.

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O museu conta com 12 salas de exposição permanente, além de uma área para arte contemporânea, um pátio e uma reserva técnica. O acervo inclui peças pré-históricas, objetos de arte, mobiliário, documentos, fotografias e também peças relacionadas à cultura indígena, afrodescendente e regional. Ao todo, são mais de sete mil itens em exposição.

O novo café será construído na área interna do pátio e do jardim. Segundo o coordenador do Patrimônio Histórico da Secult, Ismael Júnior, a Casa de Odilon Nunes é um dos grandes patrimônios piauienses e possui um imenso acervo de peças e artigos históricos. Mas o tempo de permanência dos visitantes, nesse fluxo entre um espaço e outro, é pequeno. A área do jardim, apesar da beleza, não tem oferecido as condições adequadas para que o visitante tenha uma experiência completa no espaço. Com a construção do café, o visitante terá essa possibilidade.

“Normalmente, a pessoa faz a visita guiada, observa todas as peças e depois vai embora. Ao contrário de outras referências de museu que a gente tem no Brasil, em que a gente entra, visualiza todas as peças do acervo, faz o passeio e continua dentro do museu, porque esses locais sempre têm um restaurante ou um café, um jardim para o visitante sentar e contemplar e vivenciar realmente um tempo de melhor qualidade dentro da edificação”, comenta Ismael Júnior.

Imagem do projeto do café que será construído no interior do Museu do Piauí
Imagem do projeto do café que será construído no interior do Museu do Piauí

O projeto possibilitará a revitalização do jardim, adequação do espaço para ofertar mais acesso, mais assentos, novo conceito de iluminação, além da restauração do prédio com pintura nas cores originais. É intenção do projeto também, dotar o espaço de estrutura para que os profissionais que trabalham remotamente possam utilizar o café com essa finalidade. “A gente vê essa demanda hoje de café, onde muitas pessoas frequentam diariamente para trabalhar. Então, é trazer realmente o público para trabalhar dentro do museu e a gente fazer a ampliação do horário de funcionamento do prédio”, completa.

Imagem do projeto do jardim que será construído no interior do Museu do Piauí
Imagem do projeto do jardim que será construído no interior do Museu do Piauí

Para a diretora do Museu do Piauí, Dora Medeiros, esse café vai contribuir também com as iniciativas que o Governo do Estado vem adotando para a revitalização do Centro de Teresina, atraindo mais público em circulação. No mês de junho, o museu recebeu 512 visitantes, sendo que 306 deles eram turistas de fora do Estado. “Essa obra vai ser muito importante para o museu, para atrair um maior público e diversificar o perfil dos visitantes. A gente precisa desse atrativo, desse espaço aconchegante, para que as pessoas passem mais tempo no museu. Mas também é uma forma do museu contribuir com a revitalização do nosso Centro, que abriga tantos casarões importantes, históricos, tão significativos para a nossa identidade”, afirma Dora Medeiros.

Fonte/Créditos: SECOM

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Paulo Pincel

Publicado por:

Paulo Pincel

Jornalista, criador de conteúdo

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