Em uma noite marcada por homenagens e reconhecimento a uma trajetória construída ao longo de quase quatro décadas de magistratura, o Tribunal de Justiça do Estado do Piauí (TJPI) realizou, na última sexta-feira (28), a Posse Solene da desembargadora Maria Célia Lima Lúcio. A cerimônia ocorreu no Plenário do Palácio da Justiça e reuniu magistrados(as), servidores(as), familiares, amigos(as) e autoridades.
Maria Célia Lima Lúcio tomou posse administrativa como desembargadora do TJPI, em 20 de julho de 2026. Ao longo de sua carreira, a desembargadora construiu uma trajetória de destaque na magistratura piauiense, com atuação em diversas comarcas do interior e também na capital. Uma caminhada marcada pelo exercício da jurisdição, pela escuta, pela conciliação e pelo compromisso permanente com a prestação de uma Justiça cada vez mais próxima da sociedade.
Em seu discurso, o presidente do TJPI, desembargador Aderson Nogueira, destacou a relação construída pela nova desembargadora com o Estado e com a Justiça ao longo de sua trajetória.

“Há quem pertença a uma terra porque nela nasceu. E há quem pertença porque a escolheu, nela permaneceu e a serviu. Maria Célia é piauiense por essa forma igualmente nobre de filiação: a filiação da escolha e da entrega. Guimarães Rosa escreveu, em Grande sertão: veredas, que o real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia. A frase parece ter sido escrita para ocasiões como esta. Porque o que hoje celebramos não está apenas na jovem advogada que iniciou sua vida profissional, nem somente na desembargadora que agora ocupa uma cadeira nesta Corte. Está, sobretudo, no meio da travessia: nos quase quarenta anos de magistratura durante os quais Maria Célia aprendeu, decidiu, ouviu, conciliou, administrou e serviu”, discursou o presidente.

Com o uso da palavra, a desembargadora Maria Luiza de Moura Mello e Freitas, responsável por homenagear a empossada durante a cerimônia, ressaltou a trajetória profissional e humana de Maria Célia Lima Lúcio, destacando sua dedicação, sensibilidade e compromisso com a magistratura.

“Talvez haja, para mim, uma beleza ainda maior, neste momento. Em outro tempo, foi ela quem me recebeu, como já mencionado, com palavras generosas, fazendo com que minha chegada tivesse o calor do acolhimento. Hoje, a vida, com essas delicadas simetrias que às vezes nos oferece e inverte os lugares: cabe a mim recebê-la neste Tribunal. E faço isso com alegria, admiração e afeto, sabendo que nenhuma palavra consegue traduzir inteiramente uma trajetória construída com tanta dedicação. Mas algumas palavras podem, ao menos, dizer o essencial: seja muito bem-vinda, querida Maria Célia. A casa agora também é, definitivamente, sua!”, destacou a desembargadora Maria Luiza.

Um dos momentos mais emocionantes da solenidade foi reservado às homenagens da família. Os netos da nova desembargadora celebraram, em diferentes manifestações de carinho, a mulher que esteve por trás da magistrada e acompanharam a realização de um novo capítulo de sua história. Entre lembranças, palavras de afeto e emoção, as homenagens revelaram uma dimensão que ultrapassa a carreira: a família que acompanhou os desafios de uma vida inteira de dedicação à Justiça e que, naquela noite, também se reconhecia como parte da travessia.

Em seu pronunciamento, a desembargadora Maria Célia Lima Lúcio agradeceu as homenagens e refletiu sobre o significado daquele momento, recordando os caminhos percorridos até chegar ao Tribunal piauiense.

“Uma caminhada de quase quatro décadas que alcança, agora, um novo capítulo. Essa é uma missão que recebo com profundo senso de responsabilidade. Continuarei servindo ao Piauí com todo o meu compromisso, experiência e dedicação. O Piauí me adotou e hoje, com o coração cheio de gratidão, escolho honrar essa adoção. Falar do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí é falar de uma parte indissociável da minha vida. São 39 anos de convivência, aprendizado, desafios e crescimento. O Judiciário não apenas me ensinou uma profissão; ele me moldou como ser humano”, concluiu a novel desembargadora.

Fonte/Créditos: TJPI
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