“Ela tinha forte gestão e controle sobre todos os atos da administração pública. Principalmente lotação, realocação de terceirizados, servidores comissionados envolvendo pagamentos a fornecedores. Ela tinha uma forte gestão e controle sobre isso. O trabalho demonstrou que um imóvel foi adquirido por ela tinha vinculação com eventual vantagem ilícita paga”, explica o delegado. Ferdinando Martins. “Esses ex-servidores eram pessoas, amigos pessoais da investigada, que operavam valores também para ela. Ajudavam nessa lavagem de dinheiro dela, pagando despesas pessoais, bens de luxo que ela adquiria, joias, bolsas, reforma de casa. Eles emprestavam as contas e faziam esses pagamentos a mando dela”, continuou o delegado Ferdinando Martins.
“O inquérito que envolve diretamente os presos, nós conseguimos demonstrar, por exemplo, que a servidora pública, que era a chefe de gabinete do antigo gestor, ela realmente controlava e gerenciava todos os pagamentos. Ela tinha certa interlocução com fornecedores, donos de construtoras, ela realocava, determinava valores de terceirizados, recebia pedidos de pagamentos e se valia de contas de outras pessoas para fazer essas transferências. Nós identificamos, inclusive, que um motorista do município, por exemplo, citando números, ele depositou R$ 150 mil reais na conta de uma determinada construtora responsável pelo imóvel de reforma e construção da casa dela. Isso ficou bem demonstrado na investigação, fora outras situações que estão caracterizadas”, destacou.

Foto: Divulgação/Polícia Civil do Piauí
“Até agora a gente não conseguiu demonstrar, mas era uma assessora e eram motoristas do gabinete dele que faziam essas ações, ajudando essa assessora. O nosso material apreendido e as diligências executadas permitem outros avanços. Nós vamos analisar o material apreendido, os eletrônicos recolhidos, que alguns investigados se deram sem espontaneamente, colaboraram e estão dispostos a colaborar. A gente agora vai fazer a oitiva deles e ver o que eles podem acrescentar e trazer de elementos novos” concluiu o delegado, adiantando que as operações cumpriram 14 mandados de busca e apreensão, com sequestro patrimonial, como um imóvel, um sítio, um apartamento e três veículos de luxo.
No final da manhã, o ex-prefeito Dr. Pessoa divulgou nota de esclarecimento negando que Sol Pessoa tenha qualquer grau de parentesco com ele ou sua família.
Nota do ex-prefeito Dr. Pessoa:
"O ex-prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, vem a público esclarecer que a senhora Sol Pessoa, mencionada em notícia sobre recente prisão, não possui qualquer grau de parentesco com ele, tratando-se apenas de coincidência de sobrenome.
Dr. Pessoa ressalta ainda que desconhece qualquer atividade irregular, ilícita ou atípica praticada por servidores durante sua gestão, muito menos com sua anuência ou conhecimento.
Durante o período em que esteve à frente da Prefeitura de Teresina, todos os contratos foram realizados mediante regular processo licitatório, a partir de solicitações das respectivas Secretarias, e com acompanhamento e fiscalização dos fiscais de contrato e da Secretaria Municipal de Administração.
Por fim, o ex-prefeito reafirma seu compromisso com a transparência, a probidade e o respeito ao erário público, valores que sempre pautaram sua vida pública e sua atuação como gestor.
Teresina (PI), 14 de outubro de 2025
Dr. Pessoa
Ex-Prefeito de Teresina"
Fonte/Créditos: REDAÇÃO


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