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Desembargador Aderson Nogueira toma posse na Academia de Letras da Magistratura Piauiense

O presidente do Tribunal de Justiça do Piauí ocupa a vaga do desembargador Aldemar Soares Lima

Desembargador Aderson Nogueira toma posse na Academia de Letras da Magistratura Piauiense
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O presidente do Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI), desembargador Aderson Antônio Brito Nogueira, tomou posse, nesta quarta-feira (9), na Academia de Letras da Magistratura Piauiense (ALMP). A solenidade foi realizada no Plenário do TJPI e marcou o ingresso do magistrado na Cadeira nº 19, que tem como patrono o desembargador Heli Ferreira Sobral e foi ocupada anteriormente pelo desembargador Aldemar Soares Lima.

Em seu discurso de posse, o desembargador Aderson Nogueira destacou o significado de integrar a Academia e ressaltou que assumir a cadeira representa, sobretudo, um compromisso com a preservação da memória da magistratura piauiense e com a produção intelectual. Para o presidente do TJPI, a posse não encerra uma trajetória, mas inaugura uma nova etapa de responsabilidade junto à instituição.

 

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“Uma posse acadêmica não deve ser ponto final. Deve ser dois-pontos: depois dela, precisa vir aquilo que justifique a escolha. Assumo o compromisso de participar da vida desta Academia; preservar a memória da magistratura piauiense; estimular a produção jurídica e literária; defender uma linguagem judicial clara e acessível; e favorecer o diálogo entre a experiência e as novas gerações. Uma Academia não pode ser apenas museu, embora deva guardar a memória. Deve ser também oficina, onde a palavra é estudada, trabalhada e entregue à sociedade. Memória sem criação converte-se em nostalgia. Inovação sem memória transforma-se em desenraizamento. A missão acadêmica é unir permanência e renovação”, afirmou.

A relação entre Direito e literatura também esteve entre os pontos destacados pelo novo acadêmico. Aderson Nogueira ressaltou que a linguagem exerce papel fundamental na atividade jurisdicional e que as decisões judiciais, além da precisão técnica, precisam ser claras e acessíveis àqueles que serão diretamente afetados por elas. Nesse sentido, defendeu uma produção jurídica que dialogue com a sociedade e aproxime a experiência acumulada pelos magistrados das novas gerações.

 

 

A trajetória do presidente do TJPI também foi lembrada durante a cerimônia. Natural de Santa Filomena, ingressou na magistratura em 1987 e atuou em comarcas como Alto Longá, Elesbão Veloso, Canto do Buriti, São Raimundo Nonato, Floriano e Teresina. Em 2022, chegou ao segundo grau de jurisdição e, posteriormente, assumiu a Presidência do Tribunal de Justiça para o biênio 2025/2026.

 

 

O presidente da Academia de Letras da Magistratura Piauiense, desembargador Brandão de Carvalho, ressaltou o papel da instituição na preservação da memória e da produção intelectual da magistratura. Ao destacar a relação entre Justiça, cultura e conhecimento, afirmou que o legado dos magistrados ultrapassa o exercício da função e permanece por meio das obras e manifestações culturais produzidas ao longo de suas trajetórias. “A nossa imortalidade material não é medida pela efemeridade da vida, mas por tudo aquilo que produzimos no espectro da inteligência e que repassamos aos nossos pósteros através do romance, prosa, poesia e tantas outras manifestações culturais… Temos que deixar o registro de agora em diante do que fomos e o que seremos, sob pena de sepultarmos em cova profunda a história de nossa Justiça”, pontuou.

 

 

O discurso de recepção ao novo acadêmico foi proferido pela desembargadora Lucicleide Pereira Belo, ocupante da Cadeira nº 18 da Academia. Em sua fala, a magistrada destacou a trajetória profissional e pessoal de Aderson, além da amizade construída entre os dois ao longo da carreira. Para Lucicleide, a chegada do desembargador à Academia representa a continuidade de um legado construído por magistrados que uniram o exercício da Justiça ao conhecimento e às letras.

 

 

“A gratidão, disse Agostinho, é a principal entrada do coração. Que essa gratidão se volte, nesta manhã, aos seus pais, à sua esposa e filhas, aos mestres, amigos, servidores e magistrados que o acompanharam, e a todos os que contribuíram para formar o homem e o magistrado que hoje ingressa nesta Academia. Eu também lhe agradeço — pela amizade nascida em Floriano e pela generosidade com que me recebeu naquela comarca”, declarou.

 

 

Ao assumir a Cadeira nº 19, Aderson Nogueira passa a integrar uma história marcada pela atuação de seus antecessores e pelo legado do patrono Heli Ferreira Sobral. Em seu discurso, o desembargador ressaltou a responsabilidade de ocupar o espaço deixado por aqueles que o antecederam e afirmou que pretende contribuir ativamente para a preservação e renovação da Academia.

 

 

Ao concluir sua fala, o presidente do TJPI reforçou o vínculo entre sua chegada à instituição e a memória dos magistrados que deram origem à cadeira. “Hoje, não ocupo esta Cadeira sozinho. A memória de seu patrono e de seu primeiro ocupante nela permanece. E é ao lado dessa memória — com reverência, gratidão e esperança — que passo a integrar a Academia de Letras da Magistratura Piauiense”, concluiu.

 

Para acessar o discurso completo do desembargador Aderson Nogueira, clique AQUI.

Fonte/Créditos: TJPI

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