Na educação, o acompanhamento verifica se estudantes de quatro a 17 anos estão matriculados e frequentando regularmente a escola, com base nos dados informados pelas redes de ensino no Sistema Presença.
A frequência mínima exigida varia de acordo com a idade: 60% de frequência para crianças de quatro a seis anos incompletos; 75% de frequência para crianças e adolescentes de seis a 18 anos incompletos que ainda não concluíram a educação básica.
Na área da saúde, as crianças menores de sete anos devem manter o calendário de vacinação em dia e realizar o acompanhamento nutricional. Gestantes precisam cumprir o pré-natal regularmente.
Melhor IDHM da história
No programa, o ministro também detalhou a classificação histórica do Brasil que chegou ao Alto Nível de desenvolvimento humano pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). "O Brasil, que lá atrás era subdesenvolvido e depois passou a ser um país em desenvolvimento, agora entra no grupo dos países com IDH de muito elevado desenvolvimento".
De acordo com o PNUD, o Brasil alcançou um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,805. O avanço é resultado de políticas públicas voltadas à ampliação do acesso à educação, à saúde e à geração de renda.
"A partir de agora, eu moro num Brasil com um IDH muito alto, ou seja, não é só alto, é muito alto. O IDH é o clube dos países mais desenvolvidos do mundo. E isso não aconteceu por acaso. Isso tem muito trabalho, e é a força do povo brasileiro”, comemorou o ministro.
Combate à desinformação
Os dados do PNUD foram publicados em meio a repercussões que questionam, de forma equivocada, os resultados do Bolsa Família. “O próprio estudo aponta que um dos principais alicerces foi o Programa Bolsa Família. Então, se alguém falar diferente, é melhor estudar, é melhor conhecer a verdade”, declarou Wellington Dias.
“É preciso aproveitar fatos como esse para que a gente enterre de vez o preconceito que se tem, vamos ser sinceros, aos mais pobres. Nós somos um país que viveu a Casa Grande e a Senzala. E, infelizmente, isso ainda está muito entranhado em muitas pessoas”, considerou o titular do MDS, que reforçou a importância do Bolsa Família no enfrentamento a uma miséria que um dia foi histórica. “Eu sou da geração que as pessoas trabalhavam em troca de um prato de comida.”.
De acordo com o ministro, a renda básica do programa social possibilita que as pessoas comam melhor e não tenham que se sujeitar a trabalhos que não ofereçam condições dignas. "A primeira grande mudança com programas como esse, de transferência de renda, o Bolsa Família, que foi criado em 2003, é que garante às pessoas que nunca mais serão humilhadas. Ou seja, as pessoas passam a ter uma renda básica com a qual livremente podem ir no mercadinho ou na feira, levar para a mesa da sua casa. Imagine um pai que não consegue colocar comida na mesa da sua casa para sua família”, indagou o ministro.
Fonte/Créditos: MDS




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