
A Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) realiza nesta quinta-feira (12), às 9h, no Plenário Waldemar Macedo, sessão solene em homenagem e reconhecimento ao trabalho desempenhado pelo Hemopi (Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí). O requerimento é de autoria do deputado Dr. Gil Carlos (PT).
O parlamentar ressaltou que, diariamente, inúmeras pessoas necessitam de doação de sangue para continuar tratamentos de saúde no país. No Piauí, essa necessidade faz com que diversos piauienses busquem contribuir com a saúde pública realizando doações de sangue pelos diversos incentivos e políticas desempenhada pelo Hemopi, que leva conhecimento à população sobre a importância da contínua doação.
No período de 2002 até outubro de 2022, o Hemopi cadastrou 465.196 doadores que realizaram 927.985 doações de sangue. Nos últimos anos, a média de doações de sangue foi de 50 mil/ano, o que corresponde a cerca de 4 mil doações/mês.
Dr. Gil Carlos destacou que, como único hemocentro público do Estado do Piauí, o Hemopi tem o desafio diário de manter o estoque abastecido para manter assistido quem precise, e fornecer hemocomponentes as unidades hospitalares da rede pública e algumas da rede privada de saúde.
Deputado Gil Carlos homenageia pioneiro da medicina piauiese
O parlamentar aproveitou a oportunidade para comentar o resultado da última pesquisa do IBGE sobre a expectativa de vida da população brasileira, que revelou que os médicos têm uma longevidade inferior à da população em geral. De acordo com o parlamentar, enquanto as mulheres vivem em média 79,9 anos e os homens atingem 73,3 anos, a média do médico não chega a 70 anos. “E a expectativa de vida da médica é ainda menor”, lamentou.
De acordo com Gil Carlos, que também é médico, os profissionais da área estão expostos a um permanente nível de estresse, especialmente pela responsabilidade que possuem em relação à vida dos pacientes, na condução de diagnósticos e tratamentos. “Um dos fatores é a obstinação do médico em fazer o bem, dar assistência, privando sua própria saúde em benefício do outro”, ressaltou.
O parlamentar destacou que o problema requer um estudo em busca de proteção aos médicos e aos demais profissionais da saúde, não só em relação aos honorários e remuneração, mas também condições de trabalho e redução da carga horária. “Precisamos nos debruçar sobre essa questão, a fim de reverter essa estatística, que não podemos, de maneira nenhuma, aceitar”, concluiu.
Fonte/Créditos: Alepi
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