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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, na manhã desta quarta-feira (28), do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, que ocorre na Cidade do Panamá.

Lula será o segundo a discursar na abertura do evento, logo depois do presidente do país anfitrião, José Raúl Mulino.
Entre os temas a serem abordados pelos líderes da região estão infraestrutura e desenvolvimento, inteligência artificial, comércio, energia, mineração e segurança alimentar.
Está prevista ainda a visita a uma das eclusas do Canal do Panamá, onde os chefes de Estado farão a foto oficial do evento.
Na agenda de Lula, também há a previsão de reuniões bilaterais e encontros com outros presidentes que também participam do evento. Equador, Guatemala, Bolívia, Chile e Jamaica já confirmaram presença.
Acordo bilateral
Com o presidente panamenho, Lula deve assinar um acordo de cooperação tratando de investimentos, expansão comercial e logística entre os países.
O Brasil é o 15º maior usuário do Canal do Panamá. Sete milhões de toneladas de produtos brasileiros exportados passam por lá.
O intercâmbio entre os dois países aumentou 78% no último ano, chegando a US$ 1,6 bilhão, com destaque para as exportações brasileiras de petróleo e derivados.
O Panamá também foi o primeiro país da América Central a se associar ao Mercosul.
A previsão é de que Lula retorne ao Brasil ainda hoje. O fórum continua até quinta-feira (29). Mais de 2,5 mil líderes políticos, empresários e acadêmicos participam do evento.
Lula diz que viajará a Washington em março para encontro com Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (27) que viajará aos Estados Unidos em março para um encontro bilateral com o presidente do país, Donald Trump. A reunião ocorrerá na Casa Branca, em Washington. Lula confirmou a viagem ao chegar ao Panamá, na América Central, onde participará como convidado especial do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, a convite do país anfitrião. O evento será nesta quarta-feira (28). 

"No começo de março eu vou fazer uma viagem a Washington porque os Estados Unidos e o Brasil são as duas principais democracias do Ocidente e eu acho que dois chefes de Estado precisam conversar olhando um no olho do outro, para que a gente possa discutir as boas relações entre Brasil e Estados Unidos", disse o presidente em rápida conversa com jornalistas na chegada ao hotel na Cidade do Panamá.
"Eu estou convencido que a gente vai voltar à normalidade logo, que a gente vai fortalecer o multilateralismo e que a gente vai fazer com que as economias voltem a crescer, porque é isso que o povo espera de todos nós", acrescentou. Lula e Trump conversaram por telefone na segunda-feira e trataram de diversos assuntos, incluindo a situação na Venezuela, o plano de paz para a Faixa de Gaza e o combate ao crime organizado, de acordo com nota oficial do Palácio do Planalto.
No Panamá, Lula também foi questionado sobre a crise na Venezuela e a presença militar dos EUA no Caribe. Ele disse conversou duas vezes com a presidente interina do país, Delcy Rodríguez, ainda nos dias que se seguiram à invasão militar norte-americana, em Caracas, mas que vai ligar novamente para a sucessora de Nicolás Maduro.
"Eu conversei duas vezes com a presidente Delcy, mas não entrei em detalhe porque ela estava muito preocupada com os acontecimentos que era muito recente. Eu proximamente vou falar com a presidente Delcy. Eu espero que ela consiga dar conta do recado. É importante que o presidente Trump permita que a Venezuela possa cuidar da sua soberania, cuidar dos interesses democráticos da Venezuela e vamos ver o que que vai acontecer. Está tudo muito recente e eu acho que nós temos que ter um pouco de paciência porque quem vai encontrar uma solução para o povo da Venezuela é o próprio povo venezuelano", afirmou Lula.
Lula disse que vem dialogando com diferentes líderes internacionais em defesa do multilateralismo, citou a conversa que teve nesta segunda com o francês Emmanuel Macron, com o presidente do Chile, Gabriel Boric, e com o próprio Trump, no dia anterior.
Fonte/Créditos: Agência Brasil
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