A juíza Júnia Maria Bezerra Feitosa Fialho, da 1ª Zona Eleitoral de Teresina, vai assumir o processo que envolve a vereadora Tatiana Medeiros, que está presa desde abril, acusada de ligações com facção criminosa, compra de votos, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e "rachadinha".
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), desembargador Sebastião Ribeiro Martins, designou a juíza Júnia Bezerra para substituir Gláucia Mendes de Macêdo, juíza da 98ª Zona Eleitoral, que alegou "motivo de foro íntimo" para se afastar do caso.
Com o afastamento, o presidente do TRE designou a juíza Júnia Maria Bezerra Feitosa Fialho, da 1ª Zona Eleitoral de Teresina, para assumir a condução do processo. “Todo juiz tem plena autonomia funcional para conduzir um processo, decidindo de acordo com a prova dos autos e a sua própria consciência”, justificou o presidente do TRE-PI.
Gláucia Mendes havia se pronunciado sobre o processo, antes de pedir afastamento, quando afirmou que a ação apresenta "narrativa robusta sobre a existência de uma estrutura hierarquizada e funcional da qual os acusados não apenas faziam parte, mas atuavam como protagonistas da articulação criminosa, coordenando ações, repassando valores, aliciando eleitores e instrumentalizando programas sociais com a finalidade eleitoral”.
A juíza declarou legal as prisões e determinou que a sua decisão fosse comunicada à Receita Federal, à Câmara Municipal de Teresina, à Procuradoria da República no Piauí e ao Núcleo das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Público do Ministério Público Estadual.
Fonte/Créditos: REDAÇÃO
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