A falta da apresentação de um plano de ação por parte da Águas do Piauí voltou a ser criticada em sessão plenária da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi). Nesta terça-feira (3), a Casa aprovou requerimento dos deputados João Mádison, líder do MDB, e Franzé Silva (PT) cobrando medidas urgentes contra a falta de água na cidade de Corrente.
“Nós estamos há 10 dias sem água na cidade de Corrente. Isso é um desrespeito à cidade, é um desrespeito à população e nós precisamos tomar uma posição. Está igual à Equatorial. Enquanto não se tomar uma posição, ela vai continuar nesse lenga-lenga [...] São 10 dias, não é um dia. Nós precisamos que ela venha a público dizer diga o porquê de a cidade estar desabastecida em um momento tão difícil”, criticou João Mádison.

O deputado Gessivaldo Isaías (Republicanos) se somou às críticas e disse que a Águas do Piauí não tem respeitado as demandas dos parlamentares. “Nós temos que entrar na prática e cobrar a presença dos representantes da Águas do Piauí, e cobrar o plano de ação [...] Todos os deputados são cobrados pela população e nossa voz não pode se calar aqui no plenário”, convocou o parlamentar, acrescentando que, pelo menos cidades maiores já deveriam ter um plano de atuação mais detalhado.
Cobrança abusiva da Equatorial
O deputado Aldo Gil (PP) falou na manhã desta terça-feira (3) durante a sessão na Assembleia Legislativa do Piauí sobre cobranças abusivas da Equatorial para instalação de energia em projetos na cidade de Picos. Ele relatou que, após investimentos significativos em infraestrutura elétrica, a Equatorial está cobrando valores muito altos para ele e seu irmão para conectar a energia, mesmo após a doação da infraestrutura.
“Eu já estou aqui no oitavo loteamento que eu faço na cidade de Picos e sempre a gente faz a infraestrutura desses loteamentos. E uma dessas infraestruturas é a energia, a rede elétrica. E dos outros cem loteamentos que fiz, nunca tive problema. A gente faz o investimento, faz a doação para concessionar energia e, a partir daquele momento, eles ficam responsáveis por prestar o serviço de manutenção para quem morar no loteamento”, afirmou o deputado.
O deputado ressaltou que considera essas cobranças erradas e prejudiciais ao desenvolvimento regional, pedindo que a Equatorial corrija a situação. “Que possa estar se corrigindo isso, porque isso aí inviabiliza todo e qualquer investimento na área privada do nosso estado, atrapalhando aí o crescimento das cidades e o desenvolvimento da nossa região, que depende muito de quem faz os bloqueamentos e quem faz esses investimentos, principalmente na parte de infraestrutura do nosso estado”, concluiu.
Fonte/Créditos: Alepi
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