
O presidente nacional do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PI), defendeu a candidatura de Tarcísio de Freitas para Presidência da República em 2026. A defesa da candidatura da oposição aconteceu durante conversa com jornalistas em Curitiba (PR), nesta segunda-feira (8).
Segundo ele, apenas dois nomes são capazes de unificar o campo da centro-direita e direita para as eleições presidenciais no ano que vem: Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Ratinho Junior (PSD-PR).
“Eu já tinha externado anteriormente que os dois candidatos que poderiam unificar essa chapa eram o governador [de São Paulo] Tarcísio [de Freitas], que era o nome mais forte, e o governador [do Paraná] Ratinho [Junior]. Mas política é como nuvem. Eu não sou senhor da razão. Posso ser convencido, mas com argumentos e critérios”, afirmou o senador.
A fala de Ciro acontece depois do anúncio feito pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) de que teria sido escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, para concorrer à Presidência da República em 206.
"O senador Flávio é um dos melhores amigos que tenho na minha vida pública. Se eu tivesse que escolher pessoalmente um candidato para suceder Bolsonaro, não tenho a menor dúvida de que seria Flavio, pela minha relação com ele. Mas política não se faz só com amizades. Se faz com pesquisas, com viabilidade, ouvindo os partidos aliados. Isso não pode ser só uma decisão do PL", advertiu Ciro Nogueira.
"É importante unificarmos todo o campo político de centro e da direita, porque, caso contrário, não vamos ganhar a eleição", continuou ele.
Ciro vai se encontrar na noite desta segunda com Flávio Bolsonaro. "Vou ouvi-lo, vamos dialogar para entender [o motivo do lançamento da candidatura]", acrescentou o senador.
Pesquisa Datafolha
Nova pesquisa Datafolha aponta o presidente Lula (PT) 15 pontos à frente de Flávio em um eventual segundo turno das eleições presidenciais do ano que vem. Tarcísio e Ratinho teriam, por outro lado, desvantagem de 5 e 6 pontos, respectivamente, em relação ao petista.
O presidente nacional do PP esteve em Curitiba para participar de uma reunião do diretório estadual do partido, controlado no Paraná pelo deputado federal Ricardo Barros. Na reunião, ficou decidido que o PP local não apoiará a candidatura do senador Sergio Moro (União Brasil) ao governo do Paraná.
Anúncio de candidatura
O senador Flávio Bolsonaro anunciou que seria o candidato de Bolsonaro na sexta-feira (5). No domingo, disse que poderia desistir da corrida eleitoral, mas que haveria um "preço". Ele afirmou ainda que iria se reunir nesta segunda com lideranças políticas como os presidentes do PL, Valdemar Costa Neto, do Republicanos, Marcos Pereira, e do União Brasil, Antonio Rueda, com quem pretende debater a anistia.
Depois, em entrevista à Record, Flávio condicionou eventual desistência a Bolsonaro "livre, nas urnas". "Não tem balão de ensaio. Não tiro meu nome a não ser na condição de justiça com Bolsonaro e com milhões de brasileiros que estão sofrendo. Eu que, na verdade, segurei esse tempo todo [a indicação como pré-candidato]. Falava: 'Pai, você tem que ter a convicção do que está fazendo'. Ele disse ter a convicção. O trabalho que eu fiz foi conversar com o máximo de pessoas que pude antes disso se tornar público. Foi da forma que tinha que ser", disse Flávio, em entrevista à Record.
Fonte/Créditos: REDAÇÃO/FOLHA
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