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Agricultura familiar foi fortalecida com R$ 528,67 milhões do MDS em 2025

Valor foi pago a 64.805 agricultores de todo o Brasil, fornecedores do Programa de Aquisição de Alimentos

Agricultura familiar foi fortalecida com R$ 528,67 milhões do MDS em 2025
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Doutoranda pela UFRGS, Ádria Oliveira dos Santos estuda os impactos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) na vida de mulheres beneficiárias. Antônio Rodrigues dos Santos, foi o primeiro agricultor de Santarém a participar do PAA. Foto: Yako Guerra/MDS

Responsável por cerca de 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros, a agricultura familiar ganhou um reforço de R$ 528,67 milhões do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) em 2025. O valor foi pago a 64.805 agricultores de todas as regiões do Brasil, fornecedores do Programa de Aquisição de Alimentos nas modalidades Compra com Doação Simultânea e Leite.

Fortalecido a partir de 2023, o programa recuperou seu papel central na agenda nacional de segurança alimentar e nutricional, movimentando recursos, fortalecendo cadeias produtivas e criando novas possibilidades para quem vive da terra.

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Em Santarém, no oeste do Pará, essa política pública faz diferença concreta na vida de quem planta, colhe e transforma alimento em futuro. O agricultor familiar Antônio Rodrigues dos Santos guarda na memória a mudança trazida pelo programa. “Em 2010, eu fui o primeiro produtor a entregar para o PAA. Isso garantiu nossa renda e estabilidade. Criamos três filhas com dignidade. Uma já é doutora, e a caçula está prestes a se tornar também”, relatou.

A trajetória da família ganhou novas camadas com Adria Oliveira dos Santos, pesquisadora e doutoranda na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Filha de Antônio, ela estuda os efeitos do programa na autonomia de mulheres agricultoras. “Esse programa gera independência para essas mulheres. Estudar as lacunas das políticas públicas é minha forma de retribuir à agricultura familiar tudo o que ela nos deu”, explicou.

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Indígena, agricultora e universitária, Heloísa é uma das mulheres que transformaram sua realidade com o apoio do PAA. Foto: Yako Guerra/MDS
Do mesmo solo que sustenta Adria e sua família, desponta também a história de Maria Heloísa Tapajós. Agricultora familiar, empreendedora e indígena, ela transforma o que colhe em novos caminhos para sua família. “Através do PAA, construí minha casa, abri meu comércio e comprei um carro utilitário para trabalhar. Essas mãos já realizaram muitos sonhos, e o PAA foi fundamental nisso”, contou.
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Presidente da Cooperativa Campo Alimentos, Mário Zanelato 
Foto: Yako Guerra/MDS


Para o presidente da Cooperativa Campo Alimentos de Santarém, Mário Zanelato, a iniciativa é hoje uma das políticas públicas mais relevantes da agricultura familiar. “É um programa que protege o agricultor da pressão do mercado, garante renda e ainda alimenta as pessoas com comida de verdade”, afirmou.

A cooperativa coordenada por Zanelato auxilia agricultores no acesso ao programa, organiza documentação, dialoga com órgãos locais e garante que os produtos cheguem aos bancos de alimentos, creches, escolas, abrigos, hospitais e Centros de Referência de Assistência Social (CRAS).

Nesta cooperativa, cada alimento ganha novo formato e alcance: a mandioca vira macaxeira embalada a vácuo; as frutas se transformam em polpas; a farinha ganha padrão e embalagem. Taperebá, graviola, mamão, hortaliças e temperos revelam a diversidade da floresta convertida em nutrição, e em oportunidades, para milhares de brasileiros.



Sobre o PAA

Criado em 2003, o Programa de Aquisição de Alimentos tem dois objetivos centrais: promover o acesso das pessoas à alimentação, especialmente das populações mais vulneráveis, e estimular a produção da agricultura familiar.

Por meio do programa, o Governo do Brasil compra alimentos desses agricultores e doa os produtos para organizações das redes socioassistencial, pública e filantrópica de ensino, saúde e justiça, além de equipamentos de segurança alimentar e nutricional, como restaurantes populares, cozinhas comunitárias e bancos de alimentos, que atendem pessoas em situação de insegurança alimentar.


Fonte/Créditos: MDS

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Redação

Publicado por:

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