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Segunda-feira, 26 de Outubro 2026
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Senado

Flávio Bolsonaro chama diretor da Polícia Federal de "pau-mandado de Lula"

"Eu não sou investigado em absolutamente nada. É só a imprensa me julgando e me condenando todos os dias",

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Flávio Bolsonaro volta a criticar a direção da Polícia Federal
Foto: Hedeson Alves/Agência EFE


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chamou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, de “pau-mandado do Lula” durante uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube na quinta-feira (23), declarando que não aceitará a segurança da corporação em sua pré-campanha presidencial. O ataque ocorre enquanto a PF, em inquérito autorizado pelo STF, investiga se os R$ 61 milhões transferidos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao filme Dark Horse tiveram contrapartida em emendas parlamentares do próprio senador.

Flávio Bolsonaro ataca diretor da PF e alega perseguição

Na live desta quinta-feira, Flávio Bolsonaro disparou: “O que aconteceu a partir do governo Lula é algo nunca antes visto na história do Brasil, começando pelo chefe da Polícia Federal, alguém que está ali, pau-mandado do Lula. Claramente não deixa que a Polícia Federal exerça a sua autonomia.”

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A Polícia Federal está cruzando os R$ 61 milhões transferidos por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, ao filme Dark Horse, projeto cinematográfico sobre a vida de Jair Bolsonaro, com as emendas parlamentares do senador Flávio Bolsonaro. O inquérito, autorizado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, busca apurar se os aportes milionários ao projeto tiveram contrapartida em atos políticos e beneficiaram interesses do Banco Master. A apuração unifica documentos, áudios e contratos revelados em reportagens do Intercept Brasil e da Agência Pública.

A Procuradoria-Geral da República ampliou o escopo da investigação para incluir o deputado Eduardo Bolsonaro, o publicitário Thiago Miranda e movimentações financeiras entre Brasil e Texas (EUA), com o objetivo de apurar possíveis atos de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Segundo as apurações, parte do dinheiro passava por estruturas como a Entre Investimentos e Participações e desembocava no fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas. A PGR solicitou ainda o cruzamento de dados com outros inquéritos do Banco Master para localizar movimentações financeiras ocultas.

O senador também foi confrontado por uma reportagem do Metrópoles sobre duas notas fiscais que seu escritório de advocacia teria emitido para a Copenhagen Consultoria, empresa apontada como integrante de uma estrutura ligada a Vorcaro. Segundo o Metrópoles, as notas, que somavam R$ 1 milhão, foram emitidas e canceladas em 7 de abril de 2025. Flávio negou qualquer irregularidade e afirmou que não chegou a prestar o serviço nem a receber os valores. “Estou sendo acusado de não aceitar trabalhar para uma empresa que supostamente tem alguma coisa com o Vorcaro”, disse o senador.

 

Fonte/Créditos: Fórum

Redação

Publicado por:

Redação

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