
O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) iniciou na terça-feira (22) a Caravana da Informação, projeto que leva ao interior do Estado informações sobre o funcionamento da urna eletrônica, a segurança do sistema eletrônico de votação e os mecanismos de fiscalização adotados pela Justiça Eleitoral. A abertura da programação ocorreu no Instituto Federal do Piauí (IFPI), em Picos, reunindo estudantes, representantes das instituições participantes e integrantes do Tribunal.
A iniciativa busca aproximar a Justiça Eleitoral da população, ampliar o conhecimento sobre o sistema eletrônico de votação e estimular o diálogo e a busca por informações confiáveis, especialmente entre os jovens. A proposta integra as ações do TRE-PI voltadas à educação eleitoral e ao enfrentamento da desinformação.
Na abertura da Caravana, o presidente do TRE-PI, desembargador José Wilson Ferreira de Araújo Júnior, destacou a importância de levar o conhecimento sobre o processo eleitoral para além da capital. “A Caravana traduz uma preocupação muito clara: a informação sobre o processo eleitoral não pode ficar restrita à capital, aos ambientes técnicos ou às dependências dos tribunais. Ela precisa alcançar as pessoas onde elas estão, porque o direito de compreender como funciona o sistema que registra e contabiliza o nosso voto pertence a todas as cidadãs e a todos os cidadãos.”
O presidente ressaltou ainda o significado de iniciar a jornada em uma instituição de ensino. Segundo ele, o ambiente acadêmico favorece a investigação, o diálogo e a formação cidadã. “É especialmente significativo que essa jornada tenha início aqui no Instituto Federal do Piauí, em um ambiente dedicado à educação e à formação de cidadãos. O conhecimento se constrói por meio da investigação e do diálogo, e é justamente essa disposição para compreender, perguntar e examinar os fatos que desejamos estimular com a Caravana da Informação.”
Funcionamento e fiscalização da urna
Na primeira palestra, o secretário de Tecnologia da Informação do TRE-PI, Anderson Cavalcanti de Lima, apresentou aos estudantes aspectos do processo de preparação das urnas eletrônicas. Entre os temas abordados estiveram a geração de mídias, a preparação dos equipamentos, as audiências de carga e lacre, a emissão da zerésima e os procedimentos de auditoria e fiscalização.
Anderson destacou que o processo eleitoral é acompanhado por diferentes instituições e que existem oportunidades de fiscalização antes, durante e depois da votação. “Todos têm a possibilidade de acompanhar. São várias as entidades e órgãos que participam desse processo. No conjunto geral, há três momentos em que isso é permitido: antes da votação, durante a votação e após a votação.”
O secretário também ressaltou que os procedimentos de preparação e fiscalização começam muito antes do dia da eleição. A Justiça Eleitoral está, neste momento, na etapa de gravação das mídias e preparação das urnas para o primeiro turno das Eleições 2026.
Ao final da apresentação, os estudantes foram orientados a buscar fontes oficiais de informação e a consultar ferramentas de checagem, como o Fato ou Boato, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), diante de conteúdos que possam conter informações falsas ou distorcidas.

Segurança e tecnologia
Na sequência, a superintendente estadual da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no Piauí, Luciana Macedo Marques Braga, abordou aspectos relacionados à segurança, à tecnologia e ao processamento das informações produzidas no processo eleitoral.
Luciana destacou a dimensão do volume de dados processados durante as eleições e a evolução dos mecanismos de segurança empregados pelo sistema eletrônico de votação. “É um volume muito grande, processado muito rapidamente. É também motivo de orgulho termos um resultado tão rápido nas eleições. Desde 1996, o Tribunal Superior Eleitoral, em parceria com os Tribunais Regionais Eleitorais, trabalha com mecanismos de criptografia que foram se desenvolvendo ao longo dos anos até chegar ao nível atual.”
A superintendente explicou ainda que os Boletins de Urna passam por mecanismos de proteção, incluindo criptografia e assinatura digital, que permitem verificar a integridade dos arquivos e restringem o acesso às informações por meio de chaves específicas. “O Boletim de Urna será criptografado e terá uma assinatura digital. Esse processo permite verificar a integridade do arquivo e assegurar que ele corresponde ao que foi produzido pela urna.”
A participação da Abin na Caravana da Informação ocorre no contexto da cooperação entre as instituições nas Eleições 2026. Neste ano, a Agência integra o Comitê de Segurança das Eleições do TRE-PI.
Informação que chega aos estudantes
Para o diretor de Ensino do IFPI Campus Picos, a realização de ações como a Caravana amplia o alcance das informações junto à comunidade acadêmica. “A desinformação cirucula muito mais rápido neste momento. Então é importantes inciativas como a do Tribunal para levar a verdade para as pessoas.”
Entre os estudantes que acompanharam as palestras esteve Alanis Sousa, que destacou a dinâmica da atividade e a quantidade de informações apresentadas. “Gostei bastante da palestra. Foi super dinâmica e com informações que agregaram ao nosso conhecimento e despertaram muita curiosidade, principalmente sobre a segurança da urna eletrônica e todo o sistema envolvido. Foi muito interessante conhecer esse processo de evolução e entender melhor como funciona.”
A Caravana da Informação integra as ações do TRE-PI voltadas à educação eleitoral e ao esclarecimento da sociedade sobre o funcionamento e os mecanismos de fiscalização do sistema eletrônico de votação. A programação foi anunciada pelo Tribunal com passagens por Picos, Floriano, Parnaíba e Piripiri.
Participação da Corte
A programação conta com a participação do presidente do TRE-PI, desembargador José Wilson Ferreira de Araújo Júnior, do vice-presidente e corregedor regional eleitoral, desembargador Olímpio José Passos Galvão, além de integrantes da Corte e representantes da Justiça Eleitoral e da Abin.
Integram a comitiva, entre outros, dr. Edson Alves da Silva, dra. Hillana Martina Lopes Mousinho Neiva Dourado, dr. Daniel Eufrásio de Sousa Alves, o juiz auxiliar da Corregedoria Thiago Brandão, dr. Rodrigo Pinheiro do Nascimento, dra. Valdênia Moura Marques de Sá e dr. Auderi Martins Carneiro Filho. Os três últimos integram atualmente a composição de membros substitutos do Tribunal.
Fonte/Créditos: TRE-PI
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