O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), por meio da promotora eleitoral Flávia Gomes Cordeiro, titular da 38ª Promotoria de Justiça, participou, nesta sexta-feira (14), da primeira reunião da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica (CAVE) de 2026. O encontro ocorreu na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), e foi conduzido pelo presidente da CAVE, juiz Francisco Valdo Rocha Reis.

Durante a reunião, foram apresentados os trabalhos já concluídos pela Comissão, além das atividades que permanecem pendentes e deverão ser executadas ao longo do processo de preparação para as eleições. Entre as ações realizadas estão a criação do Grupo de Trabalho, a instituição da Comissão, a contratação de serviços, a definição dos locais de votação e o início de procedimentos administrativos e licitatórios relacionados à estrutura necessária para a realização das atividades de auditoria.

A Comissão também discutiu os problemas identificados durante as eleições de 2024, com o objetivo de aperfeiçoar os procedimentos para o próximo pleito. Entre as ocorrências apontadas estão o rompimento do lacre de urna auditada, problemas na gravação da auditoria e uma divergência registrada por colaboradores externos entre o voto indicado na cédula e aquele registrado na urna eletrônica.


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promotora eleitoral Flávia Cordeiro

Como parte do planejamento para as eleições gerais de 2026, a Comissão estabeleceu uma série de tarefas pendentes, com prazo de conclusão previsto até o dia 30 de agosto. Entre elas estão informar à sociedade civil organizada sobre o processo de auditoria, solicitar a aquisição de camisetas para os trabalhos, catalogar os locais de votação de difícil acesso, definir o local para a realização do Teste de Integridade mediante biometria e indicar os servidores que serão requisitados pelo presidente para auxiliar nas atividades de auditoria.

Segundo a promotora eleitoral Flávia Cordeiro, a presença do MPPI na Comissão é importante para acompanhar de perto os procedimentos de auditoria. “O Ministério Público tem esse papel de fiscalização, de acompanhar e verificar a regularidade do processo eleitoral. Estar presente na Comissão também é uma forma de contribuir para a transparência e para que a população tenha cada vez mais confiança nas eleições”, afirmou.