Em resposta, Erika Hilton negou que tenha direcionado a fala a deputadas e afirmou que a declaração não teve como alvo mulheres.
“Eu não acho que cabe fazer essa colocação da presidência. Essa declaração foi tirada de contexto e não havia referência às mulheres — quem dirá às mulheres da Câmara. Se eu precisasse me manifestar, faria do plenário, não nas redes sociais”, afirmou.
A parlamentar disse que sua fala foi direcionada a ataques recebidos na internet. “Falei do esgoto da internet que me atacava e segue atacando. São pessoas que ameaçam, que propagam transfobia e dizem que eu não mereço estar no Parlamento”, declarou.
Hilton reforçou que não direcionou críticas a deputadas. “Eu não me referi a mulheres, eu não me referi a deputadas. Me referi a uma onda de ataques que estava acontecendo e ainda está”, disse.
A deputada também afirmou que suas críticas foram direcionadas a autores de ataques nas redes sociais. “Faço referência aos misóginos, aos transfóbicos e aos ‘imbecis’. Essas pessoas são o esgoto da sociedade e rebaixam o debate público”, completou.
Após discussões, a sessão foi interrompida e depois retomada.
Foto: Reprodução

Na semana passada (11), Erika Hilton fez uma publicação após ser eleita para a presidência da Comissão da Mulher.
No texto, a deputada afirmou que assumiu o cargo como uma “vitória” após enfrentar o centrão e a extrema direita e disse não se preocupar com críticas.
“A opinião de transfóbicos e ‘imbeCIS’ é a última coisa que me importa”, escreveu. Hilton também afirmou que fez história por si e por sua comunidade, citando os impactos do preconceito e da discriminação, e concluiu a publicação com críticas a opositores: “Podem espernear. Podem latir”.
Pessoas cisgêneras são aquelas que se identificam com o sexo biológico atribuído ao nascer.
Fonte/Créditos: SBT News
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