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Foto: Aprosoja-PI
O presidente da Associação de Produtores de Soja do Piauí, Janailton Fritzen, revelou que a expectativa para a safra 2026/27 é de manutenção das áreas de soja e milho, se mantendo em 1,1 milhão de hectares, enquanto definição do plantio do sorgo dependerá das condições climáticas.
“A expectativa é de manutenção das áreas cultivadas com soja e milho. A previsão é que o plantio comece a partir de 15 de outubro, mas ainda depende das condições climáticas”, explica Janailton.
De acordo com a Aprosoja Piauí, o cenário econômico enfrentado pelos produtores deve ser um dos fatores determinantes para o nível de investimento na próxima safra. O setor trabalha atualmente com custos de produção elevados, principalmente em razão do preço dos insumos, além de um cenário de menor disponibilidade de crédito e elevado endividamento rural. A situação pode levar produtores a reduzir investimentos em etapas importantes do ciclo produtivo, como adubação, aquisição de insumos e utilização de produtos químicos.
“Estamos com um custo de produção elevado, principalmente por causa do alto preço dos insumos. Isso faz com que os produtores diminuam os investimentos nos plantios, na adubação e nos produtos químicos. Há também casos de produtores que ainda não conseguiram efetivar a compra de todos os produtos, mesmo estando próximos do período de plantio”, explica o presidente da Aprosoja Piauí
Segundo a entidade, a situação financeira do produtor está diretamente relacionada ao desempenho da safra anterior e às condições de comercialização. Quando há combinação entre boa produtividade e preços favoráveis, o produtor consegue recuperar capital e realizar investimentos para o ciclo seguinte.
Para o sorgo, ainda não há uma estimativa definida de área plantada. A cultura depende diretamente do calendário da soja, já que seu cultivo ocorre posteriormente e está condicionado à chamada janela de plantio, período em que as condições climáticas apresentam menor risco para o desenvolvimento da lavoura.
Comercialização da safra
Apesar das dificuldades para a próxima safra, os preços dos grãos apresentaram reação positiva nas últimas semanas. No entanto, a disponibilidade de produto para comercialização é considerada baixa, já que os produtores já venderam grande parte da produção. Muitos produtores anteciparam a comercialização justamente para garantir recursos para a aquisição dos insumos necessários ao novo ciclo produtivo.
Os dados de exportação de agosto também são apontados como indicativo do elevado nível de comercialização da produção. Com mais de 90% da produção destinada ao mercado externo.
Câmbio também entra na conta
Outro fator acompanhado pelos produtores é o comportamento do câmbio. Parte dos insumos utilizados na produção agrícola possui preços relacionados ao dólar. Dessa forma, uma eventual valorização da moeda norte-americana pode elevar os custos para produtores que ainda precisam adquirir esses produtos. O câmbio integra o conjunto de variáveis consideradas pelo produtor antes da definição do nível de investimento na próxima safra.
Início do plantio
Além das questões econômicas, o clima continua sendo uma variável decisiva para o calendário agrícola. Há previsão de chuvas para meados de outubro, início do plantio, mas a efetivação das operações dependerá das condições observadas no campo.
Para o produtor, o planejamento envolve justamente preparar a propriedade para aproveitar a janela adequada quando as condições climáticas forem favoráveis.
“O produtor não pode controlar o clima. O que ele pode fazer é se preparar, plantar no momento adequado, acompanhar as condições e seguir a sua rotina no campo”, finaliza o presidente da Aprosoja Piauí.
Fonte/Créditos: Aprosoja-PI
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