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“Nunca se mente tanto quanto às vésperas de eleições, durante a guerra e depois da caçada”, dizia Otto von Bismarck, o "chanceler de ferro". Autoexilado nos Estados Unidos e depois de fugir com a família, num jatinho alugado por "amigos", dois dias depois de perder, de virada, o segundo turno das eleições presidenciais no Brasil para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, postou um "monte" na rede social X, quando voltou a atacar a imprensa e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e desafeto, Alexandre de Moraes.
"Fui candidato à Presidência enfrentando todo um sistema que quer as coisas continuem como estão no Brasil: ótimas para eles, mas muito piores para você. Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz e deixo uma reflexão: ‘Não há remédio eficaz no Brasil para cessar violações a Diretos Humanos'", mentiu o senador no X.
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No X, Flávio Bolsonaro escreveu um textão, reproduzido pela VEJA, com novas acusações sem nenhuma prova, para justificar a fuga do Brasil pela porta dos fundos. “Não sai do Brasil, sai pelo Brasil! Sonhei com a mudança do nosso país para melhor e, no domingo, apenas sete minutos após o anúncio do resultado das eleições já havia uma decisão judicial com medidas cautelares contra mim, com base em mentiras. Doze horas depois e no meio da rua, fui intimado do início da perseguição, ao deixar a casa do Presidente Bolsonaro. Tudo diante do olhar lacrimejado de um pai, com comorbidades, que está condenado a mais de 27 anos de prisão – sem ter cometido crime algum – e que já sofre pela distância de outro filho que não vê há mais de um ano e meio, em função da perseguição ilegal e arbitrária que também sofre. Isso não é democracia e está muito longe de ser um processo judicial justo e imparcial”, escreveu o senador.
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Outro mentiroso
Um dia depois da manifestação do senador "fugitivo", o governo do amigo dele, o presidente Donald Trump, recorreu à Suprema Corte dos Estados Unidos nesta segunda-feira, 2, para tentar suspender a contagem dos votos pelo correio de mais de 20 mil eleitores da Califórnia, que, segundo autoridades federais, provavelmente não são cidadãos americanos. O pedido foi apresentado na véspera das eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms.
O Departamento de Justiça solicitou que as cédulas recebidas desses eleitores sejam separadas e permaneçam fora da apuração até a verificação da cidadania. O governo argumenta que, depois de misturadas às demais, elas não poderão ser identificadas e retiradas da contagem.
Antes de chegar à Suprema Corte, a tentativa de separar as cédulas foi rejeitada por um tribunal federal de primeira instância, em 28 de outubro, e pelo Tribunal de Apelações do 9º Circuito, na sexta-feira 30. Ao negar a medida, a primeira instância apontou dúvidas sobre a confiabilidade da metodologia usada para montar a lista e alertou para o risco de privar eleitores do direito ao voto.
As autoridades da Califórnia argumentam que a relação pode incluir cidadãos americanos aptos a votar e afirmam que o governo não forneceu os dados e critérios necessários para avaliar a confiabilidade da lista apresentada. O procurador-geral do estado, Rob Bonta, também argumenta que alterar os procedimentos durante uma eleição já em andamento causaria confusão e interferiria na autonomia estadual para organizar o pleito.
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