
MDB e PSD vão brigar palmo a palmo na Alepi e na Câmara
Por Paulo Pincel
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Severo Eulálio (MDB), avalia o atual momento político como de "tranquilidade", depois da turbulência da semana passada, quando a aliança entre os 11 partidos que formam base governista andou estremecida. Precisou a intervenção rápida e eficiente do governador Rafael Fonteles.
Numa tacada de mestre, Rafael convocou uma coletiva, botou Marcelo Castro e Júlio César para apertar as mãos na frente das câmeras na sede do PT, em Teresina. A imagem apareceu em tudo quanto foi blog, portal e canal de TV. Pronto: tava encerrada a polêmica entre MDB e PSD, partidos que indicaram os nomes para a disputa ao Senado, mas que decidiram e vão caminhar sozinhos, marchar cada um pro seu lado, na disputa pelas cadeiras na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. 
"O momento é de calma, tranquilidade. Os partidos estão trabalhando para montar suas chapas, mas fazemos parte de um grupo maior, com várias siglas. Tudo precisa ser conduzido com harmonia, com parcimônia, porque é necessário atenção tanto nas chapas proporcionais quanto nas majoritárias", defendeu Severo Eulálio
"O governador dialoga com todos os partidos, ajuda a construir consensos e busca manter a base unida. Ele entende que existem dificuldades entre os lados, o que é normal na política, mas atua para preservar a harmonia", destacou
O ex-deputado Mauro Tapety, que volta à cena para disputar uma cadeira no Plenário Waldemar Macedo, tentanto retornar à Assembleia Legislativa nas eleições de 4 de outubro, o fim da "coligação cruzada" não foi por outro motivo que não "matematica". "Não vejo crítica, vejo uma decisão matemática. Fizemos os cálculos e entendemos que, sem a ligação cruzada, o MDB pode eleger de nove a dez deputados. Foi uma decisão unânime, baseada nos números".
Mauro herdou a inteligência e a paciência do pai, Juarez Tapety, mas também a objetividade, quando o assunto é política. Acordo de Oeiras? Para Mauro é apenas folclore. Política é preto no branco, conta, matemática. Ninguém entra pra perder!
Fonte/Créditos: Paulo Pincel
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