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Crédito,Isaac Fontana/EPA/Shutterstock
O Oversight Board, Comitê de Supervisão de Conteúdo da Meta, manifestou nesta terça (20) preocupação com as "falhas recorrentes" da empresa em manter padrões de transparência para afastar suspeitas de interferência eleitoral no Brasil.
O órgão independente é formado por especialistas externos e independentes de diferentes países e revisa decisões de moderação de conteúdo no Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp.
"Fica claro que a Meta precisa fazer mais para garantir que suas práticas de aplicação das regras durante as eleições sejam transparentes e consistentes e que a manifestação política seja protegida, em vez de reprimida", diz a nota.
A entidade afirma que as falhas na moderação de conteúdo da Meta costumam se manifestar de duas formas: aplicação excessiva das regras, que suprime a manifestação política, e aplicação insuficiente das regras, que compromete a integridade eleitoral.
"A aplicação excessiva das políticas antifraude da Meta às contas de anúncios do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, representa uma falha que deveria ter sido encaminhada a uma equipe interna de especialistas responsáveis pela análise de conteúdo."
Um levantamento feito pela organização CTRL+Z e obtido pela BBC News Brasil reuniu mais de mil casos, no Instagram, de remoção de publicações, restrições a contas e queda de alcance de perfis que postaram sobre eleições no Brasil.
O levantamento identificou 46 casos ligados a jornalistas, movimentos sociais e estudantis. Em comum, eles têm uma taxa maior de banimentos — mais da metade dos casos são de perfis apagados, banidos, ou posts censurados.
Nesta segunda (19/10), apoiadores de Lula se reuniram em frente à sede da Meta em São Paulo para protestar contra as supostas interferências da empresa no processo eleitoral.
Fonte/Créditos: BBC
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