Com foco no fortalecimento das políticas judiciárias voltadas à proteção de crianças e adolescentes, o Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI) participou do Encontro Nacional dos Magistrados da Infância e Juventude, realizado entre os dias 28 e 30 de abril de 2026, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).
A Corte piauiense foi representada pela juíza convocada e coordenadora estadual judiciária da Infância e Juventude, Maria Luiza Moura, que acompanhou as discussões e deliberações promovidas pela Associação Brasileira dos Magistrados da Infância e Juventude (Abraminj). O evento reuniu magistrados(as) de todo o país e se consolidou como um dos principais espaços de articulação institucional na área.

Durante a programação, foram realizados o 28º Colégio de Coordenadores da Infância e Juventude (Colinj), o 20° Fórum Nacional da Justiça Protetiva (Fonajup) e o 37º Fórum Nacional da Justiça Juvenil (Fonajuv), promovendo a troca de experiências e o alinhamento de estratégias entre os tribunais brasileiros.
Entre os principais resultados do encontro, destaca-se a criação do Fórum Nacional da Justiça Especializada em Violência contra Crianças e Adolescentes (Fonaveca), além da instituição de um comitê voltado ao fortalecimento das equipes técnicas multiprofissionais da área. As iniciativas têm como objetivo ampliar a integração entre os órgãos do sistema de justiça e qualificar o atendimento às vítimas, com foco na prevenção da revitimização.
Ao longo dos três dias, também foram debatidos temas estratégicos como o uso da inteligência artificial na Justiça da Infância, a produção de provas em casos de violência, o enfrentamento à violência de gênero na adolescência e a atuação das equipes técnicas no suporte às decisões judiciais.
A juíza Maria Luíza de Moura Mello e Freitas ressaltou a importância da participação do TJPI no encontro. “Esses espaços de diálogo são importantes para o fortalecimento da Justiça da Infância e Juventude. A troca de experiências e a construção conjunta de estratégias permitem avançar na garantia de direitos, com uma atuação cada vez mais integrada, qualificada e sensível às necessidades de crianças e adolescentes”, concluiu.
Fonte/Créditos: TJPI
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