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Os deputados estaduais eleitos pelo Progressistas: Gustavo Neiva, Zé Fernando e Júnior Percy
Foto: Reprodução
A Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) vai iniciar uma nova Legislatura em 2027 com a oposição reduzida a três cadeiras, a menor quantidade nas últimas cinco eleições gerais.
Os eleitores piauienses já chegaram a colocar na Alepi 14 deputados que não apoiavam o governador eleito. Em 2010, diante de uma eleição que teve três chapas competitivas, 16 parlamentares faziam parte da base de apoio de Wilson Martins. O número caiu para 10 oposicionistas na eleição de 2014, quando o governador Zé Filho perdeu para Wellington Dias.
Nos dois pleitos seguintes, deputados eleitos pela oposição reduziram para 6 e 7, em 2018 e 2022, respectivamente. Para a cientista política Laís Araújo, os números demonstram um processo contínuo de enfraquecimento da oposição. Ela acrescenta que esse quadro também pode ser visto na composição partidária da Alepi.
“O grande perdedor do período foi o PP, que encolheu de 7 deputados na eleição de 2022 para apenas 3 na eleição de 2026. Esse espaço foi absorvido pelo PSD, que não possuía assentos em 2022, atraiu 3 deputados na janela partidária de 2026 e elegeu 5 parlamentares no pleito mais recente”, descreve a cientista política.
Essa entrada oficial do PSD na composição da Casa reconfigura a base governista. A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PC do B, e o MDB continuam sendo as maiores agremiações da Alepi. No entanto, a primeira aumentou de 12 para 14 deputados, enquanto a segunda caiu de 9 para 8 parlamentares, embora tenha elegido o deputado mais bem votado nestas eleições: Severo Eulálio, atual presidente da Assembleia Legislativa do Piauí, com 90.711 votos. O PSD compõe a base com 5 deputados.
Outra mudança é a redução da quantidade de partidos com representação na Alepi em relação às eleições de 2022. Desde a janela partidária de março deste ano, Solidariedade e Republicanos deixaram de ter bancada. Lais Araujo destaca que houve um processo de afunilamento partidário que se consolidou na Casa.
A composição partidária impacta não apenas a dinâmica entre Legislativo e Executivo, mas também os debates nas comissões técnicas. Regimentalmente, a formação desses espaços e a presidência dos mesmos devem acompanhar, proporcionalmente, o resultado eleitoral.
Foto: Alepi
Federação Brasil da Esperança (PT/PV/PCdoB): 14 vagas
- Flávio Júnior (PT): 71.869 votos
- Dr. Thales Coelho (PT): 58.871 votos
- Dr. Vinicius (PT): 57.088 votos
- Firmino Paulo (PT): 55.146 votos
- Dr. Gil Carlos (PT): 55.084 votos
- Limma (PT): 54.169 votos
- Janainna Marques (PT): 49.599 votos
- Rubens Vieira (PT): 48.417 votos
- Fábio Novo (PT): 45.707 votos
- Fábio Xavier (PT): 39.349 votos
- Evaldo Gomes (PT): 38.646 votos
- Nerinho (PT): 38.555 votos
- Helio Isaias (PT): 37.304 votos
- Breno Macêdo (PV): 35.729 votos
MDB: 8 vagas
- Severo Eulálio: 90.711 votos
- Cel. Carlos Augusto: 55.829 votos
- Anyara Santos: 51.919 votos
- João Madison: 47.539 votos
- Ana Paula: 47.349 votos
- Themístocles Filho: 46.638 votos
- Henrique Pires: 40.052 votos
- Dr. Hélio: 33.391 votos
PSD: 5 vagas
- Toninho de Caridade: 50.983 votos
- Júlio Cesar Filho: 45.972 votos
- Wilson Capote: 45.274 votos
- Simone Pereira: 33.913 votos
- Marden Menezes: 32.135 votos
Federação União Progressista (PP/União): 3 vagas
- Gustavo Neiva (PP): 35.028 votos
- Zé Fernando (PP): 30.578 votos
- Júnior Percy (PP): 29.628 votos
Fonte/Créditos: Alepi
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