Poderes

Polícia apura o uso de recursos públicos para disseminação de fake news no Piauí

Dentre as vítimas iniciais havia o Governador do Estado, Secretários de Estado, Deputados Estaduais, Prefeitos e pré-candidatos a Prefeito

Delegado Anchieta Nery, responsável pela investigação

Delegado Anchieta Nery, responsável pela investigação Foto: Reprodução

Foi deflagrada nesta sexta-feira (16), pela Polícia Civil do Piauí, por meio da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), com apoio da Diretoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública (Dinte), a operação “Fake News”, com o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na cidade de Teresina. 

Conforme a investigação, no início do ano de 2020, foram instaurados inquéritos policiais para apurar crimes contra a honra (calúnia, difamação), praticados contra políticos e autoridades do estado do Piauí, através das redes sociais (Facebook, Whatsappp).

Dentre as vítimas iniciais havia o Governador do Estado, Secretários de Estado, Deputados Estaduais, Prefeitos e pré-candidatos a Prefeito. Com o avanço do trabalho policial a DRCI observou indícios de que os ataques partiam de um mesmo investigado, e possivelmente estariam sendo financiados com recursos públicos.

Surgiram como vítimas, no curso da investigação, o então Juiz eleitoral de Valença, uma Vereadora e um pré-candidato a Prefeito dessa mesma cidade. Com afastamento de sigilo bancário e colaboração do Tribunal de Contas do Estado (TCE), se demonstrou que o investigado, autor direto dos crimes, recebia recursos, sem licitação ou contrato prévios, da Prefeitura de Valença, durante o período de execução dos crimes.

Conforme o delegado Anchieta Nery, titular da DRCI e responsável pela investigação: “o investigado responsável por disseminar as agressões nas páginas e perfis falsos confessou a prática em interrogatório policial, afirmando que os ataques às autoridades de Valença tinham como mentor o então Secretário de Governo da cidade, em 2020. 

Quanto aos ataques a líderes dos partidos PT e PR em Teresina, o investigado afirmou ter sido contratado por um marqueteiro do Ceará, que atuava para um partido adversário destes nas eleições da capital, também em 2020.

O delegado também destaca que novas diligências ainda serão realizadas para traçar a participação de demais pessoas envolvidas no esquema. Conforme o delegado, “, “a quantidade de perfis e grupos em redes sociais manipulados pelos investigados com objetivo de manipular a opinião pública com objetivos eleitoreiros caracteriza verdadeiro ato atentatório à democracia”, disse.

Dê sua opinião: