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Operação CNPJ Premiado apura desvios de R$ 10 milhões em Teresina e Elesbão Veloso

Foram cumpridos vários mandados de busca e apreensão en endereços de 13 investigados

Gaeco cumpre mandados de busca e apreensão em 13 endereços de pessoas físicas e jurídicas

Gaeco cumpre mandados de busca e apreensão em 13 endereços de pessoas físicas e jurídicas Foto: MPPI

O Ministério Público do Estado do Piaui, por meio da Promotoria de Justiça de Elesbão Veloso e GAECO – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, com apoio da Polícia Civil, da Polícia Militar, da PRF e do TCE-PI, deflagrou operação“CNPJ Premiado”, nesta sexta-feira (14), para cumprir vários mandados judiciais de busca e apreensão nos endereços de 13 investigados, pessoas físicas e jurídicas.

A operação objetiva produzir provas e fazer cessar a atuação de uma organização criminosa investigada por desvio de recursos públicos em Elesbão Veloso e outros municípios piauienses, envolvendo serviços de coleta de lixo, locações de veículos e obras.

Foram cumpridos mandados de busca em vários endereços.

"O centro da organização passa por um contador que presta serviços ao município que passou a criar pessoas jurídicas. Uma das construtoras pertence ao genro desse contador, que funciona no mesmo endereço do escritório de contabilidade. Ao tempo que esse contador tem essa empresa, ele também tem outras empresas que passaram a receber recursos públicos, tanto da cidade Elesbão Veloso como de outros municípios", adiantou o promotor de Justiça José William, do Gaeco.

José William revela que servidores da comissão de licitação de Elesbão Veloso montaram o esquema que movimentou cerca de R$ 10 milhões nos últimos anos. "A investigação foca na atuação especifica da comissão de licitação de Elesbão Veloso, em que o pregoeiro favorecia empresas, muitas dessas empresas criadas e administradas pelo contador do município, que passou a criar empresas de fachada, que não têm sede real. Tais empresas passaram a receber recursos públicos do município de Elesbão Veloso, além de recursos de outros municípios da região". 


Veja fotos da Operação:
 


Atividade do Gaego em Teresina
Fotos: Divulgação/MPPI

Apurou-se que foram criadas pessoas jurídicas de fachada. As empresas receberam recursos públicos tanto de Elesbão Veloso quanto de outros municípios piauienses, em contratos que ainda estão em vigor. O valor estimado passa de R$ 10 milhões.

Apura-se ainda pagamento de propina a servidores públicos ligados à gestão municipal de Elesbão Veloso e pagamentos suspeitos realizados a parentes do ex-prefeito municipal investigado, além de lavagem de dinheiro com uso de laranjas.

 Veja outras fotos da Operação:



Ação do Gaego em Elesbão Veloso
Fotos: Divulgação/MPPI

Fonte: MPPI

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