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Ciro Gomes chama Bolsonaro de "genocida" e "boçal": "Brasil chegou ao fundo do poço"

Ciro Gomes diz que o Brasil chegou ao "fundo do poço" durante o governo de Jair Bolsonaro

Presidential candidate Jair Bolsonaro of the Party for Socialism and Liberation (PSL) talks with Ciro Gomes of the Democratic Labour party (PDT) before their first television debate at the Bandeirantes TV studio in Sao Paulo August 10, 2018 REUTERS/Paulo Whitaker

Presidential candidate Jair Bolsonaro of the Party for Socialism and Liberation (PSL) talks with Ciro Gomes of the Democratic Labour party (PDT) before their first television debate at the Bandeirantes TV studio in Sao Paulo August 10, 2018 REUTERS/Paulo Whitaker

O ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes avaliou há pouco que o Brasil chegou ao "fundo do poço" durante o governo de Jair Bolsonaro, depois de mais de 20 anos de governos que, segundo ele, se venderam como "progressistas". Ciro também chamou o presidente de "genocida" e "boçal", e lembrou que o País voltou a debater costumes democráticos, algo que ele pensava que não seria mais discutido.

"Elegemos seis vezes discursos tidos como social-democrata, progressista, que formam a imagem do ideário europeu. Fracassamos e hoje chegamos ao fundo do poço", disse durante o painel "Desafios do Brasil", do Brazil Conference at Havard & MIT, evento organizado pela comunidade de estudantes brasileiros de Boston (EUA), em parceria com o Estadão.

Outros nomes considerados possíveis presidenciáveis também participaram desde painel, como o apresentador de televisão Luciano Huck; o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB); o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

Para Gomes, sem estabelecer um método, o Brasil não vai achar um caminho de saída para a sua reconstrução depois da pandemia. Na avaliação do ex-ministro, falta um projeto ao País. Ele lembrou entre 1945 e 1980, o Produto Interno Bruto (PIB) doméstico cresceu em média 6,34% ao ano. E que dos anos 80 para cá, essa média caiu para algo em torno de 2% entre 1980 e 2010, ainda que tenha havido alguns "voos de galinha" em alguns dos anos.

"O problema é que entre 2010 e 2020, o Brasil parou de crescer", afirmou. Nesse período, os presidentes foram dos mais diferentes contextos ideológicos, o que deixa claro, na percepção de Ciro, de que o problema do País é de concepção estratégica. Ele citou que mais de metade da população foi empurrada para a informalidade e que o País tem hoje o maior desemprego da história, com a seguridade social se precarizando. "O Brasil tem um déficit anualizado de R$ 900 bilhões e a dívida galopa para 90% do PIB pela primeira vez na história", disse ele, citando também perdas na Bolsa de Valores. "Todo mundo está perdendo. É preciso ter novas alternativas e com novo métodos."

Fonte: Estadão Conteúdo

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