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Bolsonaro vai indicar piauiense Kassio Nunes ministro do Supremo Tribunal Federal

O desembargador Kassio Nunes Marques atua no Tribunal Regional Federal da 1ª Região

Desembargador Kassio Nunes

Desembargador Kassio Nunes Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deve escolher o desembargador Kassio Nunes Marques, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), para ser o novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi revelada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. O portal Metrópoles apurou que, na manhã desta quarta-feira (30/9), o presidente comunicou a ministros que já tinha definido um magistrado para ocupar a cadeira. O nome de Nunes, contudo, causou surpresa. Nunes, que estava fora da lista de possíveis candidatos ao STF, deverá ocupar a vaga do ministro Celso de Mello, que vai deixar a Corte em 13 de outubro.

Celso de Mello tinha aposentadoria compulsória agendada para o dia 1º de novembro, mas comunicou à presidência do STF que antecipará a data. O magistrado deixa a Casa após 31 anos de exercício. Em novembro, o decano completa 75 anos e, pela regra, é obrigado a deixar a Corte. A aposentadoria do mais antigo integrante do Supremo é rodeada de expectativa, porque ele é o relator do inquérito que investiga se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir politicamente na Polícia Federal.

Quem é o indicado

Kassio Nunes Marques é natural de Teresina e tem 48 anos. Tornou-se bacharel pela Universidade Federal do Piauí e continuou os estudos em universidades na Espanha, em Portugal e na Itália. É representante do quinto constitucional da advocacia no TRF-1, tribunal que integra desde 2011.

Conterrâneo de Ibaneis Rocha, Kassio Nunes exercia a advocacia antes de ingressar no TRF-1, posto que ocupou a partir da indicação da OAB. Segundo o governador do DF, o magistrado acumula, em quase uma década de tribunal, o respeito dos pares. “Trata-se de um jurista de temperamento muito afável, conciliador. Ele é respeitado e admirado pelos colegas. Se esta for, de fato, a vontade do presidente, será um nome a somar muito no STF. No direito, diz-se que não se faz campanha para vagas como a de ministro do Supremo, mas quando o convite acontece, não se pode negá-lo.”

Fonte: Metropole

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