Bolsonaro ameaça retirar Segurança do comando de Sérgio Moro

Em live no Facebook, Jair Bolsonaro disse que estuda recriar o Ministério da Segurança

Moro e Bolsonaro: altos e baixos de uma relação

Moro e Bolsonaro: altos e baixos de uma relação Foto: Marcos Corrêa/Agência Brasil

Em live no Facebook, o presidente Jair Bolsonaro disse que estuda recriar o Ministério da Segurança Pública. Caso isso se realize, a pasta deverá sair das mãos do ministro da  Justiça, Sergio Moro, o que minará com os poderes do ex-juiz.

Na reunião, em que Moro não participou, estiveram presentes os secretários estaduais de segurança. “Talvez, pelo anseio popular de ter dificuldade nessa área, por ser talvez o ponto mais sensível em cada Estado, essa possível recriação [do ministério da Segurança Pública] poderia melhor gerir a questão da Segurança. É esse o entendimento dos senhores?”, questionou o presidente.

Bolsonaro afirmou que irá estudar essa questão e que dará a resposta o maios rápido possível. "Eu poderia fazer esse meio campo, além do ministro Jorge, policial militar, a gente dá uma satisfação aos senhores”, disse.

Sergio Moro


Mais popular que o presidente Jair Bolsonaro nos dias de hoje, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, negou ter pretensões eleitorais ou qualquer animosidade com o mandatário brasileiro ao ser entrevistado pelo Roda Viva na noite dessa segunda-feira (20). Ele disse que seu objetivo atual é fazer um bom trabalho como ministro e afirmou que os planos para o futuro não estão definidos, tanto que podem até acabar com um ano sabático ou a com a inserção na iniciativa privada.

"Não tenho esse tipo de ambição. Temos que ter bastante pé no chão. Essa questão de popularidade vem e vai, passa. O importante para mim é fazer meu trabalho como ministro da Justiça e Segurança Pública", afirmou o ministro ao ser questionado se o seu nome de fato pode entrar na disputa eleitoral de 2022, como vem sendo buscado por partidos como o Podemos. Ele, no entanto, disse que não assinaria qualquer documento se comprometendo a não ser candidato na próxima eleição presidencial. "Não faz o menor sentido. tem gente que assina esse tipo de documento e rasga depois", alegou.


Fonte: Congresso em foco

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