Deputados se reúnem com presidente da Cepisa Equatorial e cobram investimentos

Deputados se reúnem com presidente da Cepisa Equatorial e cobram investimentos

Entre os vários questionamentos feitos pelos deputados estaduais, na reunião com o presidente da Cepisa Equatorial, Nonato Castro, maior agilidade na conclusão de algumas obras do setor energético foi levantada por quase todos os parlamentares presentes. O presidente da Cepisa Equatorial, Nonato Castro, falou com os deputados O encontro aconteceu no gabinete da presidência da Assembleia Legislativa, sob a coordenação do presidente Themístocles Filho (MDB). A reunião foi motivada pelos questionamentos de muitos deputados a respeito de cortes de energia e investimentos da empresa no Piauí. Nonato Castro alegou que ainda não houve tempo hábil para que a possa empresa solucionar os problemas. “Vamos resolver todos, nosso interesse é vender energia, mas tivemos que escolher resolver primeiro os maiores problemas”, explicou Castro. O levantamento da empresa é de que mais de R$ 2 bilhões seriam necessários para poder solucionar todos os problemas da distribuição de energia no Piauí em menos de um ano. Os deputados Franzé Silva (PT), João Mádison (MDB), Severo Eulálio (MDB) e Evaldo Gomes (Solidariedade) questionaram também sobre instalações elétricas de algumas obras no Piauí, como por exemplo; dessalinizadores, na cidade de Capitão Gevársio, e escolas estaduais no interior que necessitam das ligações elétricas, como é o caso de no município de Agricolândia. Segundo Nanato Castro, a empresa tem ouvido todas as demandas, mas te priorizado a correção de alguns problemas mais urgentes, como “a linha Esperantina e Piripiri que tem 40 anos e tivemos que escolher esse investimento para evitar um colapso”, afirmou. As deputadas Teresa Britto (PV) e Flora Izabel (PT) também fizeram questionamentos. Um questionamento foi feito a respeito do fato de que a empresa tem feito cobranças para que pessoas de baixa renda regularizem seus débitos. Para Teresa Britto é impossível que pessoas de baixa renda possam quitar mais de 50% dos seus débitos para poder negociar o resto da dívida. As deputadas também questionaram sobre a demissão de vários empregados da Cepisa. Também participaram da reunião os deputados Júlio Arcoverde (Progressistas), Flora Izabel (PT), Warton Lacerda (PT), Teresa Britto (PV), Hélio Isaías (Progressistas) Dr. Hélio (PR), Elisângela Moura (PCdoB), Gessivaldo Isaias (PRB) e Firmino Paulo (Progressistas). Legislação isenta até 60% da conta de que tem baixa renda O presidente Themístocles Filho avaliou como proveitoso o encontro e destacou três pontos nas informações repassadas pela direção da empresa. Segundo ele o fato de que mais de 300 mil consumidores estão enquadrados na legislação que possibilita a isenção de até 60% na conta de energia, mas que é preciso que a população seja informada e isso foi cobrado. “O que cada deputado deseja? O que a imprensa quer? O que cada cidadão que está precisando da energia quer? Eles querem hoje. E por isso ele falou que vai terminar 100% o Luz para Todos no estado do Piauí, vai terminar todas as gambiarras que há no estado, mas pediu um ano pois não pode fazer tudo em um mês”, explicou o presidente. Débitos inviabilizam investimentos Além das perdas que somam 27%, um total de R$ 54 milhões, o presidente da Cepisa citou ainda como impedimento para mais investimentos os débitos existentes. Segundo dados apresentados aos deputados o débito a receber soma mais de R$ 850 milhões, dos quais 65% é só em Teresina. “Nós temos que negociar, facilitar as negociações, mas não podemos deixar de receber. Os investimentos que vamos fazer é de R$ 350 milhões em redes, em sistemas, fora o que vamos investir em plataforma digital", afirmou. Luz para Todos – A promessa feia aos deputados é de que o Programa Luz Para Todos será universalizado no Piauí até o ano de 2021 com mais de 22 mil ligações. “Nós vamos devolver 22 milhões de reais, então o dinheiro que eu poderia usar no Piauí nós não usaremos porque o programa Luz para Todos não seguiu a regra e nós vamos devolver esse dinheiro. Os investimentos para fazer são mais de 2 milhões só que não poso fazer isso em um ano, mas os senhores vão ver que vamos começar em todos os lugares”, complementou.               Fonte: Ascom

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