POLITICANDO

Sílvio Mendes escreve uma carta para Firmino Filho

O ex-prefeito de Teresina lembrou algumas ações do colega e fez algumas perguntas

Firmino Filho e Sílvio Mendes juntos somam 24 anos gestores de Teresina

Firmino Filho e Sílvio Mendes juntos somam 24 anos gestores de Teresina

O ex-prefeito de Teresina, Sílvio Mendes, redigiu uma carta para o amigo e compadre Firmino Filho, falecido na semana passada. Na correspondência, Sílvio Mendes lembra que o ex-prefeito da capital piauiense esteve no comando do Palácio da Cidade por 16 anos. É lembrado que Firmino Filho “dedicou metade da sua vida à gestão pública realizadora e Teresina lhe confiou para cuidar dela por quatro mandatos, privilégio que ninguém recebeu de um povo reconhecido, que lhe daria novas missões para continuar a ter esperanças no futuro”.  Mendes faz questão de afirmar que Firmino Filho fez os amigos e aliados o considerar como um líder e guerreiro. Algumas perguntas são feitas como quais tormentos venceram o amigo e  “Por que, Firmino?”.
Confira a carta:

Teresina, 12 de abril de 2021

Caríssimo Firmino,

O sono é menor e os pesadelos chegam quando acordado.

A sua decisão de partir sem despedida da família, de Teresina e seu povo, dos seus amigos e seguidores, que o tinham como um líder que não fugia dos debates e embates, bem fundamentados nas suas crenças, causou profunda tristeza e ficaram muitas perguntas sem respostas. Por que, Firmino? Por que, meu Deus?

Você sempre foi racional e cartesiano. Tinha formação, experiência. Dedicou metade da sua vida à gestão pública realizadora e Teresina lhe confiou para cuidar dela por quatro mandatos, privilégio que ninguém recebeu de um povo reconhecido, que lhe daria novas missões para continuar a ter esperanças no futuro.

Nos acostumamos a ter em você um líder e guerreiro. Você usava essas palavras, “guerreiras e guerreiros”, incentivando a equipe e seguidores das suas crenças. Até aprendeu a ganhar e a perder eleições. Nunca desanimou, sempre seguindo em frente!

Na sua timidez e virtude de mais ouvir do que falar, tivemos oportunidades de partilhar nossas aflições e até choramos juntos. Não por fraquezas, mas por sentimentos e valores comuns. Que tormentos o venceram? Você falava do futuro e, de repente, partiu! Até a pescaria combinada, não aconteceu. Os nossos desencontros foram escritos na areia e o vento levou.

Bem cedo do dia seguinte à sua partida, um passarinho veio cantar na minha janela. Foi sua visita de despedida?

O lamento na nossa casa é da perda de um irmão.

Até mais tarde. Na Hora do Angelus estaremos em orações, na esperança e pedindo pela sua paz de espírito.

Com admiração e saudade,

Sílvio Mendes e família.


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