PODER

Wellington Dias alerta para o risco de colapso na saúde em todo o país

"Estamos muito perto de um colapso nacional”, advertiu o governador do Piauí

O número de pessoas com a Covid-19 cresce no estado

O número de pessoas com a Covid-19 cresce no estado

O Brasil está à beira de um colapso total na saúde, alertou o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), em entrevista nesta sexta-feira (26). “Digo que estamos vivendo, e aqui não é só um jogo de palavras, o momento mais delicado desde março do ano passado”, advertiu. “Estive ontem (quinta-feira) com o ministro Pazuello [Eduardo, da Saúde] e logo em seguida ele tomou a decisão de fazer uma coletiva. Chamei atenção do Brasil. Estamos, no Brasil inteiro, muito perto de um colapso nacional”.

A coluna PODER divulga agora os principais trechos da longa entrevista concedida pelo governador, quando ele falou sobre a ocupação da maioria dos leitos de UTI nos hospitais públicos e privados de Teresina e do interior. Dias também comentou sobre a continuidade da vacinação contra a Covid-19 e o risco do colapso total na saúde em todo o país.  

Wellington Dias cobrou vacinas e insumos

 “Quando tivemos colapso em Manaus, tínhamos outros locais para receber pacientes. Quando tínhamos uma situação dramática no Manaus, podíamos ajudar aqui no Piauí. Agora não é possível os pacientes de um estado ir para outro estado em busca de atendimento. Todos os estados estão no limite. O fato concreto é que chegamos em 21 estados no limite da capacidade de ampliação. Não tem mais como amplia”, explicou o governador.

Wellington Dias também comentou o recorde de mortes da sexta-feira (25), quando o pais enterrou mais 1.528 mortos.  “Ontem é como se 10 aviões lotados tivessem caído. Se um avião cai, todos se sensibilizam. Imagina 10 aviões. Foi o que aconteceu em número de mortes ontem no Brasil. As pessoas precisam entender isso. Não são números, são pessoas. Eles tinham uma vida, uma história. É preciso entender e respeitar as medidas”, defendeu.

Vinte estados à beira de um colapso na saúde 

“Não há mais profissionais. Quando olhamos a capacidade da indústria brasileira, das distribuidoras que importam no Brasil, temos um risco de colapso inclusive no abastecimento de medicamentos, anestesia, de analgésicos, de coisas que precisam nos hospitais. É em nome disso que não apenas o Piauí, já são 20 estados brasileiros que adotamos medidas mais fortes. A Bahia, o Rio Grande do Sul, Pará, Amazonas, Rondônia, Maranhão, Ceará porque temos que barrar a transmissibilidade. Temos que evitar que amplie o adoecimento”.

Situação se agrava também no Piauí

“Ontem chegamos a quase 1 mil novos casos confirmados. Chegamos a 16 óbitos. Em nome disso que hoje, até as 21 horas, encerra o funcionamento de atividades de restaurantes, bares entre outras. A partir das 23 horas, toque de recolher. Significa todo mundo em casa. Para evitar atividades que são de elevado índice de transmissibilidade. O objetivo é que possamos fazer isso até as 5 horas da manhã e vamos manter até o dia 04 . A expectativa é que na próxima semana possa cair a curva e tendo mais alta dos hospitais. Para salvar vidas. O Brasil bateu o Record de toda a história da pandemia. Foram quase 1. 600 óbitos. Quero pedir a compreensão da população. Sei que não é fácil. As pessoas estão cansadas, ninguém agüenta mais, mas é o caminho”.

Vacinas vão continuar chegando em março e abril

“Temos datas de entrega programadas para março e entrega de vacina para o mês de abril. No entendimento que fizemos com fornecedores, é possível ter um número de vacinados, em março, algo como 34 milhões de doses. Vamos conseguir 13% da população vacina de março e abril. Em abril completamos a vacinação de todo o grupo de maior risco. Imaginamos que vai reduzir em 60% das pessoas que estão hospitalizadas e óbitos”.

Lockdown vai continuar em todo o Piauí

“Vamos ter que adotar o que for necessário. Essas medidas têm um olhar para durante a semana ter atividades econômicas. O emprego é importante, mas sem a vida não tem o que se falar de emprego”

Fonte: CCom

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