Presidente da Fecomercio-PI afronta decreto e manda empresários reabrirem negócios

Valdeci Cavalcante contratou 15 advogados para “soltar” quem for preso por descumprir decretos de isolamento vigentes no Piauí

Presidente da Fecomercio, Valdeci Cavalcante

Presidente da Fecomercio, Valdeci Cavalcante Foto: Divulgação

Depois de uma reunião presencial, na terça-feira (26), no auditório da Federação do Comércio do Estado do Piauí, o presidente da Fecomercio-PI, empresário e advogado Valdeci Cavalcante, contratou 15 advogados para “soltar” os empresários que forem presos por descumprir os decretos de isolamento social vigentes no Piauí.

“Estamos com 15 advogados contratados, já passei os telefones dos advogados, qualquer problema a pessoa vai na polícia o nosso advogado vai lá, defende, solta, e ele [empresário] volta e abre de novo”, provocou o empresário.

Valdeci Cavalcante também anunciou a reabertura do comércio, da construção civil e de outros setores empresarias que estão fechados há 70 dias por conta de decretos estaduais e municipais determinando o isolamento social no Piauí.

Em vídeo postado nas redes sociais, Valdeci Cavalcante critica a falta de agilidade do governador Wellington Dias e do prefeito de Teresina, Firmino Filho, em montar uma estrutura para atender à população.

“Essa pandemia vai durar dois anos... Alguns decidiram pela abertura, alguns vão abrir, por exemplo, o Sesc e Senac têm cerca de oito obras paradas no Piauí e nós vamos retomar todas, já mandei retomar e já estamos nos preparativos, porque a Construção Civil tem um decreto federal que se sobrepõe ao decreto estadual e municipal, o presidente Bolsonaro, com base legal editou o decreto, dizendo que Construção Civil é atividade essencial”, argumentou o advogado.


Incentivo à reabertura, mesmo sem autorização do Estado

Valdeci Cavalcante ressaltou que muitos lojistas, pequenos comerciantes nos bairros, estão funcionando, retomaram as atividades “corajosamente”. “Não posso afirmar [o percentual], porque é muito pessoal a decisão de cada um”.

Danos materiais e morais

O presidente da Fecomercio-PI prometeu acionar o Estado e o município de Teresina por danos materiais e morais pelo prejuízos causados pela suspensão das atividades econômicas no Piauí e na capital.

“Uma coisa muito importante que foi deliberada hoje é o seguinte, esses nossos advogados contratados vão entrar com centenas de ações judiciais pedindo indenização da Prefeitura e do Governo do Estado, por danos materiais e morais, pelo prejuízo que foi causado aos que fecharam suas empresas e àqueles que estão em tremenda dificuldade”, avisou Valdeci Cavalcante.

Sindlojas:  a decisão é pessoal

O presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado do Piauí, Tertulino Passos, advertiu aos filiados ao Sindlojas para que aguardem  a liberação do funcionamento pelo Governo do Estado e pela prefeitura, para que não possa ser multados e responsabilizados criminalmente pela desobediência à lei.

“É por conta em risco dele [lojista]. Ele tem [autonomia para abrir], qualquer pessoa pode abrir, mas é por conta em risco de cada um. Ele pode ter inclusive o alvará cassado pela Prefeitura, por isso a gente não recomenda diretamente isso”, alertou.

Fonte: Paulo Pincel

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