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Marcelo Castro perde a paciência com Bolsonaro: "somos hoje a vergonha mundial"

“Não há mais justificativa, não há mais tolerância”, avisou o senador, sobre a postura firme do Congresso com o governo

Marcelo Castro foi duro com o Ministério da Saúde e elogiou o SUS

Marcelo Castro foi duro com o Ministério da Saúde e elogiou o SUS

Ministro da Saúde no governo Dilma Rousseff, o senador Marcelo Castro (MDB-PI) perdeu a paciência com as trapalhadas do presidente Bolsonaro e sua equipe, sobretudo em relação ao enfrentamento da pandemia da Covid-19, à condução da situação, que é de colapso, pelo Ministério da Saúde.  “Não há mais justificativa, não há mais tolerância”, avisou.

O piauiense defende uma postura mais firme do Congresso em relação ao governo de Jair Bolsonaro daqui para frente. “Somos hoje a vergonha mundial no combate à pandemia. Não tem comparação”, disparou o senador.

“Foram vários erros que cometeram. Não adianta chorar o leite derramado. A Pfizer procurou o Ministério da Saúde em agosto e ofereceu 70 milhões de doses. Sabe qual foi a resposta? Nada. O ministério não disse nada. Nós agredimos a China. Qual o mal que a China faz ao Brasil? Ministros atacando. Não temos escolha, as vacinas são da China. O atraso foi consequência do nosso relacionamento internacional. Onde tem vacina os números estão caindo”, ressaltou.

Senador Major Olímpio (PSL-SP), líder da "Bancada da bala" e ex-aliado de Jair Bolsonaro
Foto: Divulgação/Senado


CPI da Covid
A morte do senador Major Olímpio (PSL-SP) agravou ainda mais a indignação que já havia entre os parlamentares  e ganha corpo a proposta de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar se houve negligência por parte do presidente Jair Bolsonaro e pelo Ministério da Saúde no enfrentamento da pandemia da Covid-19 no País.

“É um momento difícil aqui para nós do Senado. Está uma comoção muito grande. Está todo mundo arrasado, indignado e inconformado com a perda do nosso terceiro colega, o major Olímpio. Nós já havíamos perdido os senadores José Maranhão e Arolde de Oliveira. Com a morte dos dois houve uma comoção, mas houve uma certa tolerância por conta da idade, eram pessoas idosas, com mais de 80 anos, e se atribuía muito a questão da idade da pessoa. Mas agora o major Olímpio, que era militar, formado em educação física, um homem saudável e ia completar 59 anos. Isso mexeu com todo mundo”, admitiu Marcelo Castro, que é médico.

“Antes dele [Major Olímpio] morrer fizemos uma reunião dos líderes dos partidos com o presidente da Casa para definirmos as pautas do ano, e eu representando o MDB. Foi uma reunião muito emotiva. Dois senadores choraram. É muita comoção e de agora em diante acredito que vá ter um trauma e um posicionamento muito mais firme do Congresso Nacional, em especial do Senado depois desse fato que jogou um choque de realidade e de que como está não pode ficar”, advertiu Marcelo Castro, falando à Rádio Cidade Verde na sexta-feira (19).

Fonte: Rádio Cidade Verde

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