Vereador critica Governo por não priorizar gás natural


Aluísio Sampaio lembrou que o Piauí não tem cobertura de gás

O vereador Aluísio Sampaio (Progressistas) chamou atenção sobre a falta de política pública efetiva para a oferta de gás natural no Piauí que poderia aumentar a competitividade da economia local. O parlamentar destacou que a rede de gás tem cobertura de 100% nas regiões Sul e Sudeste, enquanto que na região Nordeste apenas o Piauí não tem a cobertura.

“Um tema de bastante relevância para o nosso desenvolvimento é a situação do gás natural na cidade de Teresina e no Estado do Piauí. Tive o cuidado de fazer uma pesquisa para saber mais sobre a questão, que é tão importante para a indústria, para a mobilidade, os automóveis”, pontuou.

O gás natural é uma fonte de energia limpa que pode ser usada nas indústrias, substituindo outros combustíveis mais poluentes como óleos combustíveis, lenha e carvão. Aluísio cobrou a priorização da questão por parte dos entes públicos, já que a falta desse combustível no Estado impede o desenvolvimento de indústrias que necessitam do gás natural para funcionar.

O vereador lembrou que o Piauí perdeu uma grande oportunidade de ser incluído nas políticas desse tipo de matriz energética, como o gás natural, pois teve 12 anos de gestão estadual alinhada politicamente ao Governo Federal, ou seja, com maiores possibilidades de captar recursos.

Aluísio lembra que o gás natural poderia gerar ganhos para transportes públicos. Segundo especialistas, a economia pode chegar a mais de 50% em relação ao custo advindo do uso da gasolina. Para circular com o gás natural, os donos de carros necessitam fazer a instalação do chamado kit GNV, que faz a conversão do abastecimento por gasolina para gás natural veicular (GNV). Além disso, o gás natural é menos poluente que outras fontes de energia, sendo considerado o mais limpo entre os combustíveis de origem fóssil.

“Nós temos aqui um sistema de táxis, de Uber, que poderia utilizar o GNV em seus veículos, como acontece em outras capitais, diminuindo o custo de suas viagens. No Piauí, nós temos uma empresa que foi fundada em 2002, que poderia inclusive ter sido extinta. É uma empresa de economia mista, em que há uma sociedade entre o governo do Estado, Petrobras e uma empresa privada. A Petrobras é representada pela Gaspetro”, explica.

“O Maranhão já descobriu o gás e na mesma bacia que nós temos aqui, que é a bacia do Parnaíba. A Agência Nacional de Petróleo realizou uma rodada de negociações, na bacia do Parnaíba, que engloba os estados do Piauí e Maranhão e o nosso estado vizinho está muito à frente do Piauí quando se trata da exploração do gás natural”, salienta.

Existe um projeto para a construção do gasoduto Meio Norte, que poderá ser implantado entre o distrito de Pecém, no município de Caucaia (CE) e o Porto do Itaqui, em São Luís (MA), passando por Teresina, com extensão de aproximadamente de 948 quilômetros, atravessando 37 municípios nos dois Estados e vazão de 5,5 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia e com capacidade para abastecer os Estados do Piauí, Maranhão e Ceará. “Mais uma vez é uma constatação que temos da falta de prioridade com o nosso Estado com questões de tamanha relevância e que impactam diretamente em nossa economia”, concluiu Aluísio Sampaio.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Ascom